Polícia / Violência
Ex-sargento morre após atirar na esposa em Campo Grande
Mulher baleada conseguiu fugir da casa no Jardim Colúmbia, foi socorrida e permanece consciente; caso mobilizou forças de segurança e equipes de resgate
13/04/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©PAULO FRANCIS
O ex-sargento da Polícia Militar, Charles Mota, de 50 anos, morreu na noite desta segunda-feira, 13, após atirar contra a esposa dentro da residência do casal, no Jardim Colúmbia, em Campo Grande. A morte foi confirmada às 19h06 pela PM.
A mulher, de 47 anos, foi atingida por disparos, mas conseguiu sair do imóvel e pedir ajuda. Conforme as informações apuradas, ela foi socorrida, está consciente, orientada e apresenta quadro estável.
Equipes do Corpo de Bombeiros precisaram arrombar o cadeado da residência para acessar o local e prestar atendimento. O homem chegou a ser socorrido pelas equipes de emergência, mas não resistiu.
Moradores da região relataram momentos de tensão antes e depois dos disparos. Testemunhas contaram ter ouvido uma discussão dentro da casa pouco antes da ocorrência. Uma vizinha afirmou que viu a mulher fugir do imóvel logo após os tiros, enquanto outro morador disse que evitou entrar no local por receio de que o autor ainda estivesse armado.
A ocorrência mobilizou equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da perícia, que esteve no endereço para levantar as circunstâncias do caso. A investigação deverá apurar a dinâmica completa da violência.
O episódio foi registrado um dia após outro caso grave de violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul, ocorrido em Eldorado, no domingo, 12 de abril, o que voltou a acender o alerta para a gravidade da violência doméstica no Estado.
Procure ajuda
Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), no Núcleo de Saúde Mental e no CVV, pelos números 141 e 188. Em situações de emergência, a população pode acionar a Polícia Militar, pelo 190, o Corpo de Bombeiros, pelo 193, e a Central 180, que funciona 24 horas para orientação e acolhimento em casos de violência.
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