Política / Eleições 2026
Disputa por suplência de Azambuja mobiliza bastidores e coloca três nomes no radar do PL em MS
Felipe Mattos, Gianni Nogueira e Jaime Verruck aparecem entre os cotados para a primeira suplência na chapa ao Senado articulada pelo ex-governador
13/04/2026
07:15
CE
DA REDAÇÃO
O ex-secretário Felipe Mattos, a vice-prefeita Gianni Nogueira e o ex-secretário Jaime Verruck
A articulação em torno da primeira suplência da chapa ao Senado liderada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL em Mato Grosso do Sul, já ganhou força nos bastidores políticos do Estado. O movimento acontece a cerca de seis meses do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral.
Segundo apuração publicada pelo Correio do Estado, três nomes aparecem no páreo para ocupar o posto de primeiro suplente na composição encabeçada por Azambuja: o ex-secretário de Fazenda Felipe Mattos, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), e o secretário estadual Jaime Verruck, filiado ao Republicanos. A definição é tratada como estratégica dentro da montagem da chapa para o Senado.
Entre os nomes citados, Felipe Mattos surge como um dos mais fortes nos bastidores por causa da ligação direta com a gestão de Azambuja. Ele integrou o governo desde o primeiro mandato do ex-governador, inicialmente como consultor jurídico, e depois assumiu a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em janeiro de 2019, ocupando uma área central da administração estadual.
Outro nome com peso técnico e trânsito político é Jaime Verruck, que permanece à frente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação desde o início do governo Azambuja e continuou no cargo na gestão de Eduardo Riedel. Documentos oficiais do governo estadual mostram Verruck no comando da pasta em diferentes momentos recentes, o que reforça sua permanência prolongada na estrutura administrativa.
Fechando a lista de nomes mencionados está Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados, que entra no debate com força política regional e ligação direta com o deputado federal Rodolfo Nogueira, conhecido como Gordinho do Bolsonaro, de quem é esposa, segundo a mesma apuração. A presença dela no tabuleiro amplia a leitura de que o PL tenta combinar densidade eleitoral, presença regional e alianças políticas na formação da chapa.
O próprio Reinaldo Azambuja, de acordo com a reportagem, evitou antecipar qualquer definição. Ao jornal, ele afirmou que ainda vai analisar as alternativas antes de bater o martelo, embora tenha reconhecido que os três nomes estão efetivamente no radar para a função.
Na prática, a primeira suplência é vista como uma peça relevante numa eleição para o Senado porque, embora o suplente não seja escolhido de forma separada pelo eleitor, ele pode assumir o mandato em afastamentos do titular por licença, viagem, doença ou nomeação para outro cargo público. Com isso, a escolha deixa de ser apenas formal e passa a ter peso real na estratégia política da chapa.
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