Saúde / Segurança
Mulher morre após usar caneta emagrecedora sem orientação médica na Paraíba
Jovem de 31 anos sofreu hipoglicemia severa e broncoaspiração após aplicar medicamento injetável por conta própria
06/11/2025
12:15
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Uma mulher de 31 anos, identificada como Jéssica Manoele da Costa, morreu na última segunda-feira (3) em Cabedelo (PB), após sofrer uma crise de hipoglicemia severa provocada pelo uso incorreto de uma caneta emagrecedora, segundo informações do Instituto de Polícia Científica (IML) de João Pessoa.
De acordo com o médico legista Flávio Fabres, chefe do IML, a vítima usava o medicamento sem acompanhamento médico e apresentou queda acentuada nos níveis de glicose no sangue, seguida de desmaio e broncoaspiração — quando o conteúdo do estômago é aspirado pelas vias respiratórias, causando sufocamento.
“Ela apresentou uma hipoglicemia grave. Nesse quadro, o paciente perde a consciência e, se tiver alimento no estômago, pode aspirar o conteúdo, o que leva à asfixia. Foi o que ocorreu neste caso”, explicou o perito.
A família relatou à polícia que Jéssica havia comprado o medicamento por conta própria, sem receita nem acompanhamento especializado.
Durante o atendimento prestado pelo Samu, foi constatado que a jovem estava em hipoglicemia profunda — quadro que pode causar convulsões, perda de consciência e morte súbita.
O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi broncoaspiração, consequência direta do uso inadequado da caneta injetável. O caso foi registrado em Boletim de Ocorrência e deve servir de alerta sobre os perigos da automedicação com substâncias hormonais ou metabólicas.
Conhecidas popularmente como “canetas emagrecedoras”, essas medicações são compostas por agonistas do GLP-1 — substâncias originalmente desenvolvidas para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade sob prescrição médica.
O uso indiscriminado dessas substâncias, com finalidade estética, tem crescido no país e preocupa especialistas.
Os efeitos colaterais podem incluir:
Náuseas e tonturas;
Desmaios;
Quedas abruptas de glicose;
Vômitos e desidratação;
Distúrbios metabólicos graves.
Somente médicos endocrinologistas ou clínicos autorizados podem indicar a dosagem adequada e acompanhar os efeitos, evitando complicações fatais.
Familiares e amigos de Jéssica lamentaram a tragédia e pediram que o caso sirva de alerta para outras pessoas.
“Queremos que ninguém mais passe por isso. É preciso buscar orientação médica e nunca usar medicamentos que prometem resultados rápidos sem saber os riscos”, declarou um parente à imprensa local.
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