CAPITAL
Prefeitura reforça ações no dia do combate ao feminicídio
01/06/2022
15:00
ASSECOM
Feminicídio é o assassinato marcado pela desigualdade de gênero. Ele ocorre quando a vítima é mulher e quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher. Nesta quarta-feira (1º), Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, a Prefeitura de Campo Grande por meio da Subsecretaria de Políticas para a Mulher (Semu), reforça as ações que tem realizado para combater este crime.
“Essa data é extremamente relevante para dar visibilidade a este cruel crime que traz consequências nefastas para as crianças que também se tornam vítimas dessas barbáries. Precisamos falar sobre o assunto, debater os direitos das mulheres e divulgar os serviços de proteção à mulher”, afirma a subsecretária de políticas para a mulher, Carla Stephanini.
Através da Semu, a Prefeitura tem desenvolvido ações focadas nos eixos de proteção, prevenção e na garantia dos direitos das mulheres, sempre atuando para combater qualquer tipo de violência contra a mulher.
Dados da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apontam que de janeiro a maio deste ano, Campo Grande registrou cinco vítimas de feminicídio, o número já é mais alto que do ano passado, quando a capital registrou duas mortes por feminicídio. Os dados mostram que a violência à mulher e o feminicídio continuam e precisam ser combatidos.
Além de palestras, rodas de conversas, capacitações, cursos, blitz educativas, e outros serviços que visam aprimorar o atendimento humanizado às mulheres, uma das ações de combate ao feminicídio é o Programa Recomeçar.
O Programa tem por objetivo principal conscientizar os homens autores de violência, bem como prevenir, combater e reduzir os casos de reincidência de violência contra a mulher, por meio de grupos reflexivos.
“É fundamental investirmos na prevenção, diante disto foi implementado o programa de reeducação destes agressores, para que os índices de reincidência de violência contra a mulher sejam reduzidos e os feminicídios sejam evitados”, disse a subsecretária.
Filhos e filhas do feminicídio – Além da vítima, a violência praticada contra a mulher impacta toda a família, especialmente às crianças e adolescentes que convivem nesse ambiente que após a perda da mãe, passam a conviver com a família extensa ou são encaminhadas para adoção.
Até o momento, oito crianças da capital perderam sua referência materna em decorrência do feminicídio. Para amparar essas vítimas a Prefeitura sancionou a Lei N. 6.801, de 5 de abril de 2022, que institui o Programa Órfãos do Feminicídio: Atenção e Proteção, visando a proteção aos órfãos do feminicídio e seus responsáveis legais em Campo Grande.
O Projeto a ser regulamentado por decreto prevê a concessão de benefícios socioassistenciais alimentares, auxílio em razão do desabrigo temporário e orientação em relação ao acesso a benefícios. Ele assegura também acompanhamento terapêutico em Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e capacitação das pessoas que ofertarão lar provisório aos órfãos.
Para Carla Stephanini, essas crianças e adolescentes precisam ser assistidas, apoiadas e receber os devidos encaminhamentos. “A Prefeita Adriane Lopes sancionou a lei que institui o programa de atenção e proteção aos órfãos do feminicídio, demonstrando o compromisso e a sensibilidade da gestão municipal com as consequências deste cruel crime que se reflete nos filhos e filhas, os quais necessitam do apoio do poder público no processo de enfrentamento deste trauma”, afirmou.
“Precisamos continuar concentrando nossos esforços para suprir as suas necessidades nos aspectos sociais e emocionais”, concluiu.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
O Coaf, a autodefesa e o “knockdown” de Alexandre de Moraes
Leia Mais
Ministros de Lula aceleram agendas e entregas antes da saída do governo para disputar as eleições
Leia Mais
Moraes veta drones nas imediações da casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Leia Mais
Bracell avalia uso da hidrovia Paraná-Tietê para escoar produção da nova fábrica de celulose em Bataguassu
Municípios