Cidades / Segurança
Força Nacional tem atuação prorrogada por mais 90 dias em aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul
Nova portaria do Ministério da Justiça renova apoio à Funai no Estado, com operação voltada à preservação da ordem pública, proteção de pessoas e resguardo do patrimônio em territórios indígenas.
17/04/2026
13:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O governo federal renovou por mais 90 dias a autorização para atuação da Força Nacional de Segurança Pública em Mato Grosso do Sul. A medida foi formalizada em portaria publicada nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, e mantém o emprego dos agentes em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em meio às demandas recorrentes por reforço da segurança em áreas indígenas do Estado.
De acordo com a portaria, a presença da tropa tem como finalidade atuar em atividades e serviços considerados imprescindíveis à preservação da ordem pública, à proteção das pessoas e à defesa do patrimônio. O texto também reforça que a operação ocorre em caráter episódico e planejado, modelo já adotado em outras renovações semelhantes do emprego da Força Nacional em territórios indígenas no país.
A norma estabelece ainda que o apoio logístico deverá ser fornecido pelo órgão demandante, neste caso a Funai, responsável por disponibilizar a infraestrutura necessária ao trabalho em campo. Já o contingente que será mobilizado ficará a cargo da Diretoria da Força Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. A coordenação das ações, conforme o modelo descrito em portarias desse tipo, ocorre em articulação com a Polícia Federal e com os órgãos estaduais de segurança.
A nova autorização dá sequência a uma série de prorrogações já adotadas no Estado. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça havia renovado por mais 90 dias a atuação da Força Nacional em Mato Grosso do Sul, com vigência entre 14 de janeiro e 13 de abril, também em apoio à Polícia Federal e em áreas de fronteira e aldeias indígenas.
A presença contínua dos agentes está ligada ao histórico de tensão em diferentes territórios indígenas de Mato Grosso do Sul, especialmente em regiões marcadas por conflitos fundiários, disputas por terra e episódios de insegurança. Em reportagens publicadas nesta sexta, veículos locais destacaram que a nova prorrogação mantém o foco em aldeias da região sul do Estado, sobretudo em áreas ocupadas por comunidades Guarani e Kaiowá.
Na prática, a decisão do governo federal preserva um modelo de atuação que já vinha sendo mantido desde 2024, com sucessivas extensões da permanência da Força Nacional em Mato Grosso do Sul. A estratégia tem sido usada como resposta institucional para tentar reduzir riscos em áreas sensíveis, enquanto seguem os impasses estruturais ligados à questão fundiária e à proteção dos povos indígenas no Estado.
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