Famosos / Luto
Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete, aos 68 anos de idade
Maior nome da história do basquete nacional, ex-jogador passou mal nesta sexta-feira e havia sido homenageado pelo COB há nove dias
17/04/2026
15:55
DA REDAÇÃO
O ex-jogador Oscar Schmidt, maior ídolo da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, aos 68 anos. A informação foi publicada por veículos da imprensa esportiva e confirmada em nota divulgada pela família. Até a publicação das primeiras reportagens, a causa da morte não havia sido informada.
Segundo os relatos divulgados nesta tarde, Oscar estava em casa quando passou mal e foi levado às pressas para atendimento médico, mas não resistiu. A família informou que a despedida será reservada, restrita aos parentes, e pediu privacidade neste momento de luto.
A morte encerra a trajetória de um dos maiores atletas que o país já produziu. Conhecido como Mão Santa, Oscar Schmidt construiu uma carreira que ultrapassou fronteiras e transformou seu nome em sinônimo de talento, precisão e personalidade forte dentro das quadras. Ao longo de décadas, virou referência para gerações de jogadores e ajudou a consolidar o basquete como uma das modalidades mais respeitadas do esporte brasileiro.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar iniciou a carreira no Palmeiras, em 1974. Depois, passou pelo Sírio, clube pelo qual conquistou o título mundial, e também atuou pelo América-RJ. Em seguida, seguiu para o basquete italiano, onde consolidou parte importante de sua carreira, antes de retornar ao Brasil nos anos 1990.
Sua história também ficou marcada pela relação profunda com a Seleção Brasileira. Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história do torneio olímpico de basquete, feito que ajudou a colocá-lo entre os nomes mais relevantes da modalidade no cenário internacional.
Durante muitos anos, ele também foi reconhecido como o maior cestinha da história do basquete mundial, marca que reforçou ainda mais sua dimensão no esporte. Mais do que os números, porém, Oscar deixa uma imagem muito forte de liderança, competitividade e fidelidade ao basquete brasileiro, mesmo diante de oportunidades que poderiam ter mudado o rumo da carreira.
A notícia da morte veio apenas nove dias depois de uma homenagem importante. Em 8 de abril de 2026, Oscar Schmidt foi eternizado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, em cerimônia realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Na ocasião, sua trajetória foi celebrada como uma das mais grandiosas do esporte olímpico nacional.
A entrada no Hall da Fama havia sido anunciada oficialmente pelo COB no início do ano, como reconhecimento a uma carreira que fez de Oscar um símbolo permanente do basquete. A homenagem ganhou, agora, um peso ainda maior: transformou-se em uma das últimas grandes celebrações públicas de um atleta que marcou época e virou patrimônio esportivo do país.
Com a morte de Oscar Schmidt, o esporte brasileiro perde não apenas um ex-jogador de recordes impressionantes, mas uma figura que ajudou a contar, com a própria trajetória, parte da história olímpica e competitiva do Brasil. O nome dele permanece onde já estava há muito tempo: entre os maiores de todos os tempos.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
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Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”
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