Política / Justiça
STF derruba liminar de André Mendonça e mantém fim da CPMI do INSS em 28 de março
Por 8 votos a 2, maioria do Supremo considerou que eventual prorrogação da comissão depende de decisão interna do Congresso Nacional e não pode ser imposta pelo Judiciário
26/03/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, derrubar a liminar do ministro André Mendonça que havia autorizado a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. Com o julgamento, foi mantido o encerramento da comissão para o dia 28 de março, data originalmente prevista para a conclusão das investigações e apresentação do relatório final.
O placar ficou em 8 votos a 2 contra a ampliação do prazo. Votaram pela derrubada da liminar os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Ficaram vencidos André Mendonça, relator do caso, e Luiz Fux, que defenderam a manutenção da prorrogação.
Durante o julgamento, André Mendonça sustentou que a interrupção da comissão impediria o aprofundamento de uma apuração sobre supostas fraudes bilionárias que atingem beneficiários do INSS, especialmente aposentados e pensionistas em situação de vulnerabilidade. Mesmo assim, a maioria do plenário entendeu que a extensão do funcionamento da comissão extrapola a competência do Supremo.
O entendimento predominante foi o de que a prorrogação de uma CPMI pode até ser discutida, mas deve ocorrer como matéria de natureza interna do Congresso Nacional, sem interferência do Judiciário. Ao defender essa posição, o ministro Gilmar Mendes afirmou que eventual pedido de ampliação do prazo deve ser resolvido no âmbito parlamentar, e não por decisão do STF.
O julgamento analisou o referendo da decisão individual concedida anteriormente por Mendonça. Segundo o próprio STF, a discussão acabou sendo levada ao plenário físico nesta quinta-feira, e não ficou restrita à sessão virtual inicialmente prevista. Com isso, os ministros deliberaram de forma colegiada sobre a validade da liminar que havia estendido os trabalhos da comissão.
O mandado de segurança que originou a controvérsia foi apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e pelos deputados federais Alfredo Gaspar (União-AL) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). Eles alegaram omissão da Mesa Diretora do Congresso Nacional ao não processar o pedido de prorrogação por mais 120 dias, protocolado em 19 de dezembro de 2025.
Com a decisão do STF, a expectativa é de que o relatório final da CPMI do INSS seja lido e submetido à votação até esta sexta-feira, 27 de março, antes do encerramento formal da comissão no sábado.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Alunos da Acadepol reforçam ações do Dracco em investigações contra crime organizado
Leia Mais
Monique Medeiros deixa prisão após perdão judicial no caso Henry Borel
Leia Mais
Estratégia de Trump para América Latina amplia debate sobre militarização e violência regional
Leia Mais
Folha de aposentados do MPMS cresce após corte em supersalários de membros da ativa
Municípios