Política / Habitação
Dom Dimas e deputados cobram mais recursos para habitação popular durante audiência na Assembleia Legislativa
Debate reuniu parlamentares, Igreja Católica e representantes da sociedade para discutir déficit habitacional em Mato Grosso do Sul
11/03/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) realizou nesta quarta-feira (11) uma audiência pública para discutir políticas de habitação popular e o déficit de moradias no Estado. O encontro contou com a participação do arcebispo metropolitano de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, parlamentares e representantes de entidades sociais.
Durante o debate, autoridades defenderam a ampliação de recursos públicos destinados à habitação, com o objetivo de ampliar o acesso da população a moradias dignas.
A audiência foi proposta pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT) em parceria com o Regional Oeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Para Pedro Kemp, o tema exige atenção especial na definição das políticas públicas e na elaboração do orçamento estadual.
“É necessário injetar mais recursos para habitação para que as políticas habitacionais alcancem mais pessoas”, afirmou o parlamentar.
Ele também ressaltou que os deputados precisam acompanhar de perto os recursos destinados à área.
“Precisamos olhar com atenção para as rubricas ligadas à moradia quando a Lei Orçamentária chega para debate”, destacou.
O arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa destacou que a solução do problema habitacional exige cooperação entre governo, entidades sociais e sociedade civil.
“A questão da moradia exige parceria entre o poder público e a sociedade civil organizada”, afirmou.
Segundo ele, a discussão está alinhada ao propósito da campanha promovida pela Igreja, que busca aproximar fé e vida e fortalecer o compromisso com a justiça social.
O deputado estadual Junior Mochi (MDB) também apontou a gravidade do déficit habitacional no país e a necessidade de planejamento estratégico.
Para ele, é fundamental estabelecer diagnósticos precisos e metas para enfrentar o problema.
“Precisamos estabelecer alternativas e prazos para avançar. Campo Grande, por exemplo, possui um dos maiores vazios urbanos do Brasil, o que favorece a especulação imobiliária e dificulta o acesso à moradia”, afirmou.
Durante o encontro, o vereador Landmark (PT) apresentou dados sobre a situação habitacional da Capital. Segundo o parlamentar:
Cerca de 40 mil pessoas estão na fila por moradia em Campo Grande
Existem aproximadamente 220 ocupações ou favelas na cidade
O secretário executivo da CNBB Regional Oeste 1, padre André Márcio Nogueira de Souza, também destacou a situação das pessoas em situação de rua.
Segundo ele, aproximadamente 1,5 mil pessoas vivem nessa condição em Mato Grosso do Sul, sendo que mais de 90% estão concentradas nas dez maiores cidades do Estado.
“Esses números não são apenas estatísticas. São gritos de socorro de seres humanos que vivem sem condições mínimas de dignidade”, afirmou.
A audiência pública contou ainda com a presença de diversas autoridades e representantes de instituições ligadas à política habitacional e à sociedade civil, entre eles:
Gerson Claro (PP), presidente da Alems
Luiz Tadeu Barbosa Silva, desembargador e coordenador do Programa Lar Legal do Tribunal de Justiça de MS
Maria do Carmo Avezani Lopes, diretora-presidente da Agehab
Claudio Marques Costa Júnior, diretor-presidente da Emha
Padre Luiz Gustavo Winkler, da Comissão Fé e Política da Arquidiocese de Campo Grande
Edymar Cintra, presidente da Associação Nacional da Luta pela Moradia
Representantes de comunidades também participaram do encontro e solicitaram visitas técnicas às áreas ocupadas, defendendo que o atendimento in loco pode contribuir para soluções mais rápidas e eficazes para os problemas habitacionais no Estado.
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