Campo Grande (MS), Quarta-feira, 11 de Março de 2026

Política / Eleições 2026

Pesquisa em São Paulo coloca Simone Tebet entre favoritas ao Senado e indica possível mudança de base eleitoral

Ministra aparece competitiva em levantamento do Datafolha e articulação política pode levá-la a transferir domicílio eleitoral para o maior colégio eleitoral do país

11/03/2026

07:30

DA REDAÇÃO

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), pode estar próxima de redefinir sua base eleitoral e deixar de disputar eleições em Mato Grosso do Sul. A possibilidade ganhou força após a divulgação de nova pesquisa do Instituto Datafolha, que aponta a ex-senadora em posição competitiva na corrida ao Senado pelo Estado de São Paulo.

A projeção reforça o crescimento nacional da ministra desde a eleição presidencial de 2022, quando terminou em terceiro lugar, atrás de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da derrota, a campanha ampliou sua visibilidade política e a colocou como uma das lideranças emergentes no cenário nacional.

No segundo turno daquele pleito, Simone Tebet declarou apoio a Lula, decisão que gerou forte reação entre setores do eleitorado de direita em Mato Grosso do Sul, estado onde tradicionalmente construiu sua trajetória política. Após o processo eleitoral, a ministra relatou dificuldades políticas no Estado e passou a residir em São Paulo.

Levantamento indica desempenho competitivo

De acordo com o levantamento do Datafolha, realizado entre os dias 3 e 5 de março de 2026, Simone aparece entre os nomes mais competitivos para uma das vagas ao Senado por São Paulo.

Em um dos cenários testados, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) lidera com 30% das intenções de voto, seguido por Simone Tebet (MDB) com 25%. Na sequência aparecem Márcio França (PSB) com 20%, Marina Silva (Rede) com 18% e Guilherme Boulos (PSOL) com 14%.

Outros nomes citados foram Guilherme Derrite (PP) com 14%, Ricardo Salles (Novo) com 13%, Paulinho da Força (Solidariedade) com 10%, Rosana Valle (PL) com 7% e Gil Diniz (PL) com 3%.

Em um segundo cenário, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) aparece na liderança com 31%, seguido novamente por Simone Tebet, com 25%. Marina Silva registra 21%, Márcio França soma 20% e Guilherme Boulos aparece com 15%.

Nesse mesmo cenário, Ricardo Salles e Guilherme Derrite registram 13%, Paulinho da Força alcança 9%, Rosana Valle tem 6% e Gil Diniz aparece com 3%.

A pesquisa ouviu 1.608 eleitores e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Estratégia eleitoral envolve articulação nacional

Apesar de já ter manifestado preferência por disputar eleições em Mato Grosso do Sul, o cenário político indica que a ministra pode acabar transferindo seu título eleitoral para São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Nos bastidores, a estratégia está ligada à articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca estruturar um palanque robusto no Estado para a disputa presidencial de 2026.

Inicialmente, Simone Tebet chegou a ser cogitada para disputar o governo paulista, mas as pesquisas recentes reforçaram a viabilidade de sua candidatura ao Senado, o que tende a consolidar sua presença política em âmbito nacional.

Caso a transferência eleitoral se confirme, a movimentação representará uma mudança significativa na trajetória política da ministra, que construiu sua carreira pública em Mato Grosso do Sul, onde foi prefeita de Três Lagoas, deputada estadual e senadora da República.


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