Política / Mobilidade
Papy propõe cobrança de estacionamento em corredor gastronômico de Campo Grande
Presidente da Câmara sugere parquímetros na Rua Bom Pastor para atrair empresas à licitação do estacionamento rotativo
04/03/2026
07:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), defendeu a possibilidade de implantação de cobrança de estacionamento em áreas gastronômicas da Capital, como forma de tornar mais atrativa a futura licitação do estacionamento rotativo, conhecido como parquímetro.
Entre as alternativas estudadas está a inclusão da Rua Bom Pastor, tradicional corredor gastronômico da cidade, no sistema de estacionamento pago.
Segundo o vereador, a medida pode ajudar a estimular o interesse de empresas privadas na concessão do serviço, que está suspenso em Campo Grande há mais de três anos.
A implantação do estacionamento rotativo em Campo Grande tornou-se um tema recorrente de debates entre Executivo e Legislativo municipal.
O projeto já passou por diversas alterações ao longo dos últimos anos e chegou a ser retirado da Câmara em diferentes ocasiões para ajustes.
Um dos principais pontos de divergência envolve o tempo de concessão do serviço, considerado decisivo para a viabilidade econômica do projeto.
Em 2023, a proposta enviada pela Prefeitura de Campo Grande previa um período maior de concessão, mas acabou sendo barrada pelos vereadores.
Posteriormente, em 2024, o prazo foi reduzido para 12 anos, após negociação entre os poderes. Mesmo com a aprovação da Câmara, a licitação não despertou interesse de empresas do setor.
Durante a primeira sessão ordinária de 2026, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que não descarta novas alterações no modelo de concessão, justamente para tornar o projeto mais atrativo para o mercado.
Entre as mudanças discutidas estão:
Ampliação do tempo de concessão
Inclusão de novas áreas de cobrança, como polos gastronômicos
ajustes no modelo de exploração do serviço
De acordo com Papy, ampliar a área de cobrança pode tornar o projeto economicamente mais viável.
O projeto apresentado pela prefeitura prevê a criação de até 6,2 mil vagas de estacionamento rotativo, distribuídas em diferentes ruas e avenidas da Capital.
A proposta também estabelece que:
A tarifa inicial será de R$ 5 por hora
O valor poderá sofrer reajustes tarifários ao longo da concessão
A arrecadação do sistema deverá ser dividida entre órgãos municipais:
Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) – responsável pela gestão do trânsito
Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande) – que receberá 20% da arrecadação
Para o presidente da Câmara, novas mudanças podem ser necessárias para que o projeto finalmente saia do papel.
“Precisamos encontrar alternativas para tornar o modelo viável e atrativo para as empresas. A ampliação das áreas de cobrança pode ser uma dessas soluções.”, afirmou Papy.
O debate sobre o retorno do estacionamento rotativo em Campo Grande deve continuar nos próximos meses, com novas negociações entre Câmara Municipal e Prefeitura.
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