Política / Eleições 2026
Tereza Cristina afirma que PP não lançará candidato ao Senado em MS e reforça estratégia de unidade da direita
Senadora diz que acordo político prioriza eleger dois nomes do campo conservador e manter alinhamento com o PL
27/02/2026
08:15
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A senadora Tereza Cristina (PP), presidente estadual do Progressistas em Mato Grosso do Sul, declarou nesta sexta-feira (27), em evento realizado em Campo Grande, que o partido não deverá apresentar candidato próprio ao Senado nas eleições gerais de outubro. A decisão, segundo a parlamentar, integra um entendimento político firmado durante as tratativas que antecederam a filiação do governador Eduardo Riedel ao PP.
De acordo com a senadora, o compromisso foi construído ainda nas primeiras conversas com o chefe do Executivo estadual. Ela afirmou que, caso Riedel ingressasse na legenda, o partido dificilmente teria candidatura própria ao Senado, priorizando a consolidação de alianças estratégicas. “Hoje é não”, resumiu, ao destacar o caráter dinâmico das articulações políticas.
No atual cenário, as negociações no campo da direita apontam para a possibilidade de uma chapa majoritária concentrada no Partido Liberal (PL), com os nomes do ex-governador Reinaldo Azambuja e do ex-deputado estadual Renan Barbosa Contar (Capitão Contar) para as duas vagas ao Senado.
A sinalização do PP reduz, ao menos neste momento, as chances de lideranças internas que vinham sendo cogitadas para a disputa, como o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Gerson Claro (PP). No início do ano, Gerson declarou estar preparado para disputar a reeleição à presidência da Casa, mas afirmou que poderia se colocar à disposição para concorrer ao Senado, caso fosse a decisão do grupo.
Em entrevista concedida na quarta-feira (25), o parlamentar reforçou que admite disputar uma das vagas em 2026, desde que sejam respeitadas as prioridades políticas estabelecidas: a reeleição de Eduardo Riedel ao governo estadual e a eleição de Reinaldo Azambuja para a primeira vaga ao Senado. Segundo ele, o cenário precisa estar definido até 5 de abril.
Ao justificar a decisão, Tereza Cristina destacou que o objetivo central é assegurar vitória eleitoral no campo conservador, em eventual disputa polarizada com o PT. A senadora afirmou que a montagem da chapa deve ser orientada por critérios pragmáticos, com foco na conquista das duas vagas ao Senado para candidatos alinhados à direita e ao centro-direita.
Ela reconheceu que o PP possui quadros qualificados para a disputa, mas ponderou que o lançamento de candidatura própria dependerá da evolução das negociações até as convenções partidárias.
Segundo a parlamentar, há um entendimento em curso com o PL, mas o cenário permanece aberto. Ela ressaltou que, na política, os acordos podem sofrer ajustes até a formalização das candidaturas nas convenções, previstas para o meio do ano.
Sobre a chapa majoritária estadual, a senadora afirmou que o governador Eduardo Riedel tem sinalizado a intenção de manter o atual vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSD), na composição para a reeleição.
Para Tereza Cristina, a definição da vice-governadoria deve considerar o equilíbrio entre aliados. Ela indicou que, sendo o governador filiado ao PP, a vaga de vice ou suplência pode servir para acomodar partidos parceiros na coligação, fortalecendo a aliança.
A senadora também destacou que o calendário eleitoral será determinante nas próximas definições. O prazo de 4 de abril, período de desincompatibilização, e as convenções partidárias previstas para julho deverão consolidar o desenho final da disputa majoritária em Mato Grosso do Sul.
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