Campo Grande (MS), Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

Política / Eleições

Disputa por vagas ao Senado no PL de MS expõe impasse sobre suplentes e articulação interna

Grupo ligado a Reinaldo Azambuja tenta preservar acordo partidário, enquanto apoio de Jair Bolsonaro a Marcos Pollon amplia tensão no processo de definição

15/04/2026

07:15

DA REDAÇÃO

©ARQUIVO

A articulação do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul para a formação da chapa ao Senado segue cercada de impasses e negociações internas. Lideranças da legenda, entre elas o ex-governador Reinaldo Azambuja, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro, atuam para manter o acordo construído no Estado e reduzir novas interferências na definição dos nomes da disputa.

Pelo arranjo defendido pelo grupo, uma das vagas já estaria reservada a Reinaldo Azambuja, enquanto a segunda candidatura seria definida com base em pesquisa interna, critério citado por Flávio Bolsonaro durante passagem por Mato Grosso do Sul. Segundo essa linha de articulação, a intenção é evitar que decisões fora desse entendimento alterem novamente o cenário local.

A tensão aumentou depois que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou uma mensagem atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro em apoio ao deputado federal Marcos Pollon para o Senado por Mato Grosso do Sul. A manifestação pública ocorreu após o vazamento de anotações associadas a Flávio Bolsonaro, nas quais apareciam os nomes de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como opções da legenda, além de uma referência a um suposto pedido de R$ 15 milhões envolvendo Pollon, ponto depois negado por Flávio.

Nos bastidores, a preocupação do grupo político não se limita à escolha dos candidatos titulares. A suplência também passou a ser tratada como ponto sensível, sobretudo por experiências anteriores do campo bolsonarista em Mato Grosso do Sul. Esse histórico é lembrado porque, em eleições passadas, nomes apoiados por Jair Bolsonaro ocuparam posições de suplência em chapas ao Senado e depois tiveram relação política desgastada com os titulares. Essa leitura aparece no debate interno sobre como evitar novos atritos no desenho da chapa de 2026. A menção a episódios anteriores é uma inferência baseada no contexto político relatado na cobertura local.

Entre os pré-candidatos já colocados na disputa, Reinaldo Azambuja ainda não oficializou nomes para suplência. Já Capitão Contar afirmou, segundo o relato apresentado, que recebeu sugestões, mas prefere deixar essa definição para um momento posterior, tratando a escolha como uma decisão estratégica.

Com isso, o cenário do PL em Mato Grosso do Sul segue aberto em dois níveis: a consolidação dos nomes que disputarão as vagas ao Senado e a montagem das composições de suplência, que podem influenciar diretamente o equilíbrio político da chapa.

 

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