Tecnologia / Inovação
WhatsApp terá anúncios a partir de 2026 e estuda assinatura para remover publicidade
Publicidade ficará restrita às abas Status e Canais; usuários da União Europeia e do Reino Unido poderão pagar mensalidade para não ver anúncios
28/01/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O WhatsApp passará a exibir anúncios publicitários a partir de 2026, conforme confirmação feita pela própria empresa no ano passado. Agora, novos detalhes sobre o funcionamento da publicidade começaram a surgir a partir da versão beta mais recente do aplicativo para Android, segundo informações do site especializado WABetaInfo.
De acordo com os testes, a publicidade será exibida exclusivamente nas abas Status e Canais, sem qualquer interferência nas conversas privadas, chamadas de voz ou vídeo, mantendo a experiência tradicional de mensagens intacta.
Uma das principais novidades é a criação de uma assinatura mensal para usuários que desejarem remover a publicidade dessas áreas do aplicativo. Segundo o WABetaInfo, o valor estimado é de 4 euros por mês, mas a cobrança, inicialmente, será oferecida apenas em países da União Europeia e no Reino Unido.
O WhatsApp ainda não confirmou oficialmente o preço final nem se a assinatura será expandida para outros mercados, como América Latina ou Estados Unidos.
A Meta, empresa controladora do WhatsApp, afirma que a exibição de anúncios não utilizará dados de mensagens privadas, nem o conteúdo de chamadas ou grupos. A segmentação da publicidade será baseada apenas em informações gerais, como:
Idioma do usuário
Localização aproximada
Interações realizadas nas abas Status e Canais
Segundo a empresa, não haverá leitura, escaneamento ou uso de mensagens criptografadas para fins comerciais.
O anúncio da publicidade ocorre em meio a uma polêmica internacional sobre a segurança do WhatsApp. Recentemente, o aplicativo foi alvo de acusações de que poderia contornar a criptografia de ponta a ponta para acessar mensagens dos usuários.
A discussão ganhou repercussão após o empresário Elon Musk afirmar, em publicação na rede social X, que “o WhatsApp não é seguro”. A declaração levou o chefe do WhatsApp na Meta, Will Cathcart, a se pronunciar publicamente.
Segundo Cathcart, as acusações são infundadas.
“O WhatsApp não consegue ler mensagens porque as chaves de criptografia ficam armazenadas no telefone do usuário, e nós não temos acesso a elas”, afirmou.
Ele explicou ainda que a ação judicial que deu origem às alegações foi movida por um escritório que já defendeu a NSO Group, empresa israelense responsável pelo software espião Pegasus, envolvido em casos de vigilância ilegal.
A polêmica também envolveu comparações com outros aplicativos de mensagens. Uma Nota da Comunidade no X destacou que o X Chat não oferece sigilo de encaminhamento, ao contrário de aplicativos como Signal, que utilizam chaves exclusivas por dispositivo e coletam menos metadados.
O fundador do Telegram, Pavel Durov, também criticou o WhatsApp, afirmando não confiar na implementação da criptografia da plataforma da Meta e alegando que sua equipe identificou potenciais vetores de ataque — afirmação que foi rebatida pela empresa.
Em comunicado oficial, a Meta reforçou que o WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta há mais de dez anos, baseada no protocolo do Signal, considerado um dos mais seguros do mundo.
A empresa também informou que irá contestar judicialmente as acusações, classificando-as como “categoricamente falsas e absurdas”, e reafirmou que não tem acesso ao conteúdo das mensagens trocadas entre mais de dois bilhões de usuários da plataforma em todo o mundo.
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