Luto na música sertaneja
Morre aos 84 anos Betinha, a “Princesinha da Fronteira” da música sul-mato-grossense
Cantora da dupla Beth e Betinha estava internada em Campo Grande com quadro grave de anemia isquêmica
18/12/2025
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A cantora Betinha, conhecida como a “Princesinha da Fronteira” e integrante da histórica dupla Beth e Betinha, morreu na noite desta quarta-feira (17), aos 84 anos, em Campo Grande. A artista estava internada há quatro dias no Hospital Universitário, onde enfrentava um quadro grave de anemia isquêmica, que evoluiu para complicações severas.
Durante a internação, o estado de saúde de Betinha se agravou progressivamente. Ela precisou ser submetida à colocação de cateter, iniciou hemodiálise, recebeu transfusões de sangue, mas o organismo não respondeu de forma positiva. O quadro evoluiu para falência renal, com comprometimento cardíaco, exigindo o uso de medicamentos para manutenção da pressão arterial e das funções vitais.
O sobrinho da artista, o cantor Márcio Santos, acompanhou de perto a internação e relatou a gravidade da situação. Segundo ele, os últimos dias foram marcados por uma sequência de intercorrências clínicas.
“Foi uma série de complicações nesses quatro dias. O quadro se agravou com o comprometimento dos rins e um acúmulo de líquidos”, afirmou.
A primeira tentativa de diálise precisou ser interrompida devido à instabilidade da pressão arterial e do coração. Novos procedimentos chegaram a ser planejados, mas o quadro não apresentou reversão. Nos momentos finais, a família permaneceu unida, acompanhando os boletins médicos e mantendo a fé.
“Agora é oração e acreditar”, disse Márcio, emocionado, após a confirmação do falecimento.

Na dupla Beth e Betinha, a cantora teve papel essencial na construção da identidade musical que marcou gerações. Responsável pela segunda voz, Betinha ajudou a consolidar o estilo característico da dupla ao longo de mais de seis décadas de carreira, levando a música regional a rádios, circos e palcos de Mato Grosso do Sul e da região de fronteira.
Ao lado da irmã, enfrentou um período histórico em que mulheres tinham pouco espaço no cenário artístico, tornando-se referência e abrindo caminho para outras cantoras e instrumentistas. A importância da dupla para a cultura regional está registrada no documentário lançado em 2019, dirigido por Marinete Pinheiro, que resgata memórias, desafios e a relevância artística das irmãs para a música sul-mato-grossense.
O velório de Betinha será realizado nesta quinta-feira (18), a partir das 8h, na Capela Jardim das Palmeiras, localizada na Avenida Tamandaré, nº 6934, Bairro Jardim Seminário, em Campo Grande.
A cerimônia de cremação está prevista para as 16h.
A morte de Betinha representa uma perda significativa para a cultura e a memória musical de Mato Grosso do Sul, deixando um legado que atravessa gerações e permanece vivo na história da música regional.
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