Economia / Política
Contas de MS fecham 3º bimestre com déficit de R$ 180 milhões, apesar de superávit acumulado em 2025
Tesouro Nacional aponta que Estado gastou mais do que arrecadou entre maio e junho, mas saldo no ano segue positivo em R$ 630 milhões
24/08/2025
09:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Mato Grosso do Sul registrou déficit primário de R$ 180 milhões no 3º bimestre de 2025, segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) divulgado pelo Tesouro Nacional. O valor equivale a 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) e indica que o governo estadual gastou mais do que arrecadou em impostos e tributos no período de maio a junho.
Apesar do rombo bimestral, o Estado mantém um superávit acumulado de R$ 630 milhões no ano, correspondente a 6% do resultado orçamentário, com receitas superando as despesas liquidadas até junho.
O resultado negativo representa uma piora em relação ao mesmo período de 2024, quando o déficit primário havia sido de R$ 130 milhões (1% da RCL).
Além de Mato Grosso do Sul, apenas Goiás e Piauí também apresentaram déficit no 3º bimestre, ambos com resultado negativo de 4% da receita líquida.
A execução orçamentária foi distribuída da seguinte forma:
20% em Previdência Social
17% em Educação
17% em Saúde
11% em Segurança Pública
Do total liquidado, a maior fatia foi direcionada a pessoal (59%), próxima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. O restante se dividiu em 26% para custeio, 10% para investimentos e 3% para o serviço da dívida.
Outro destaque é a poupança corrente, que chegou a 13% da RCL acumulada até o bimestre, indicando capacidade de investimento com recursos próprios. Na composição da receita corrente, 75% vieram de arrecadação própria e 25% de transferências da União.
“A poupança corrente equivale ao valor das receitas correntes menos as despesas correntes liquidadas. É indicador da autonomia para realizar investimentos com recursos próprios ou, quando negativa, da dependência de receitas de capital”, explicou a equipe técnica do Tesouro.
Apesar do déficit bimestral, a gestão estadual mantém a previsão de encerrar 2025 com superávit primário de R$ 366,2 milhões, conforme estabelecido no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, já em tramitação na Assembleia Legislativa.
Na LDO sancionada em julho de 2024, a meta para este ano era de 1% da RCL, incluindo o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Para 2026, ano eleitoral, o governo já projeta déficit primário de R$ 207,2 milhões.
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