Campo Grande (MS), Segunda-feira, 02 de Março de 2026

Política / Partidos

Barbosinha confirma saída do PSD e avalia filiação a três siglas da base governista

Vice-governador negocia com PP, Republicanos e União Brasil; definição deve ocorrer ainda em março

02/03/2026

08:30

DA REDAÇÃO

©ARQUIVO

O vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, confirmou que deixará o PSD e que negocia filiação a três partidos que integram a base aliada do governador Eduardo Riedel (PSDB). A decisão final, segundo ele, deverá ser tomada ao longo do mês de março de 2026.

Entre as legendas com as quais mantém diálogo estão PP (Progressistas), Republicanos e União Brasil. Todas integram o arco de sustentação política da atual gestão estadual e participam da articulação voltada às eleições de 2026.

“O cenário nos coloca nessa mudança e estamos dialogando para decidir no mês de março. O PP, partido no qual eu já estive. Temos o Republicanos, o União Brasil. Alguns partidos que podemos buscar espaços”, afirmou o vice-governador.

Reforço à base do governo

A eventual filiação a uma das três siglas reforça a estratégia de consolidação da base governista para o próximo ciclo eleitoral. O PP, por exemplo, é o partido do governador Eduardo Riedel, enquanto Republicanos e União Brasil também atuam como aliados do Executivo estadual.

Na semana passada, a senadora Tereza Cristina (PP) comentou sobre o tema e afirmou que não considera essencial que o vice-governador esteja no mesmo partido do chefe do Executivo.

“Não vejo necessidade de o vice ser do PP, pois o governador já é do Progressistas. O Eduardo disse que o Barbosinha faz um ótimo trabalho como vice e não vejo necessidade de ter chapa pura”, declarou a senadora.

Histórico partidário

Barbosinha deixou o PP em março de 2024, quando migrou para o PSD, alegando, à época, “incompatibilidade com o projeto local do partido”. Mesmo após a mudança, manteve interlocução com lideranças progressistas, incluindo a própria Tereza Cristina, a quem já classificou como “grande companheira de caminhada”.

A nova movimentação partidária ocorre em meio à reorganização do cenário político estadual, com foco na montagem das chapas majoritárias e proporcionais para 2026. A definição da legenda poderá influenciar diretamente na estratégia eleitoral do grupo governista e na composição das alianças regionais.


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