Política / Nacional
Bolsonaro lamenta críticas da direita a Michelle e defende diálogo na definição de candidaturas para 2026
Carta divulgada por Nikolas Ferreira reforça disputa interna no PL e pede unidade na escolha das vagas majoritárias
01/03/2026
20:30
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou carta neste domingo (1º de março de 2026) em que manifesta descontentamento com críticas dirigidas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a aliados do campo conservador. O documento foi publicado nas redes sociais pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
No texto, Bolsonaro afirma que as definições sobre as “cobiçadas vagas” nas eleições de 2026, especialmente para cargos majoritários e ao Senado Federal, devem ocorrer por meio de diálogo e convencimento interno, e não por meio de ataques públicos entre integrantes da própria direita.
“Lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, diz trecho da carta assinada pelo ex-presidente, que cumpre pena na unidade conhecida como Papudinha, após condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
No documento, Bolsonaro afirma ter orientado Michelle Bolsonaro a intensificar participação política apenas após março de 2026, citando compromissos familiares e cuidados com a filha do casal, Laura Bolsonaro, que passou recentemente por procedimento cirúrgico.
A manifestação ocorre em meio a divergências internas no Partido Liberal (PL). O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) havia declarado que o apoio de Michelle e de Nikolas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) — apontado como pré-candidato à Presidência — estaria “aquém do desejável”.
Bolsonaro também registrou que, em campanhas majoritárias, os apoios devem ser conquistados “pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”.
A carta foi divulgada no mesmo dia em que Nikolas Ferreira promoveu manifestação intitulada “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato teve como pautas declarações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Parte da base bolsonarista reagiu à inclusão do “Fora, Toffoli” como bandeira central do movimento. Para esse grupo, a prioridade estratégica deveria ser a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e a defesa da liberdade de Bolsonaro.
Questionado sobre a pauta do ato, o senador Flávio Bolsonaro declarou que cada liderança daria “seu tom” à manifestação, reiterando o discurso contra o governo federal e o que chamou de “crise moral” no país.
No sábado anterior, Michelle Bolsonaro havia divulgado outra carta em que o ex-presidente declarava apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) como candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul. A publicação ocorreu após a revelação de anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro mencionando suposta informação de que Pollon teria pedido R$ 15 milhões para não disputar o cargo — alegação posteriormente negada.
Na carta divulgada por Michelle, Bolsonaro justificou a escolha de Pollon com base em “caráter, honra e dedicação”, reforçando a influência direta do ex-presidente na definição das candidaturas estratégicas do partido.
O episódio evidencia o ambiente de disputa interna no PL, que busca consolidar lideranças e alinhar estratégias para as eleições de 2026, em meio a tensões sobre protagonismo e definição de prioridades políticas.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Governo de MS assume concessão do Morenão e deve anunciar novo administrador
Leia Mais
Detran-MS abre 30 vagas para curso teórico gratuito de primeira habilitação
Leia Mais
Eduardo Riedel participa em São Paulo da posse da nova presidência do TRF3
Leia Mais
Desembargador Djailson de Souza se aposenta após cinco meses no TJMS
Municípios