Campo Grande (MS), Segunda-feira, 02 de Março de 2026

Cidades / Segurança

Agressão em UPA de Campo Grande deixa enfermeiro com fratura no dedo

Episódio ocorreu na UPA Coronel Antonino após acompanhante se recusar a cumprir protocolo; sindicato cobra reforço na segurança

02/03/2026

09:30

CE

DA REDAÇÃO

Um episódio de violência registrado na noite de domingo (1º de março de 2026), na UPA Coronel Antonino, em Campo Grande, resultou na fratura de um dedo de um enfermeiro e em agressões contra outros quatro profissionais de enfermagem.

Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem de Campo Grande (SINTE-PMCG), a ocorrência teve início durante o atendimento inicial de uma paciente. Conforme o protocolo da unidade, a equipe solicitou que o acompanhante se dirigisse à recepção para realizar o cadastro e formalizar a ficha de atendimento.

De acordo com o presidente do sindicato, Angelo (SINTE-PMCG), o homem teria se recusado a deixar a sala e, em seguida, agredido quatro técnicos e um enfermeiro, que sofreu fratura em um dos dedos.

“A equipe iniciou o atendimento e, como é procedimento padrão, solicitou que o acompanhante fosse até a recepção com os documentos da paciente para formalizar a ficha. Segundo relato dos profissionais, ele se recusou a sair e houve agressão”, informou o dirigente sindical.

Atendimento foi realizado, afirma sindicato

O sindicato ressaltou que não houve recusa de atendimento. Embora a paciente tenha acessado diretamente a chamada ala vermelha, destinada a casos de emergência, os profissionais prestaram os primeiros cuidados antes de solicitar a regularização do prontuário.

“O atendimento foi iniciado. A formalização da ficha é parte do procedimento necessário para continuidade do cuidado. Se o paciente entra pela ala vermelha, entende-se como emergência, e o atendimento é prestado”, explicou Angelo.

Estrutura da unidade é alvo de críticas

A entidade aponta que a estrutura física da UPA facilita o acesso irrestrito à área interna, inclusive à ala de emergência, o que, segundo o sindicato, compromete a segurança de trabalhadores e pacientes.

De acordo com o SINTE-PMCG, já foram realizadas tentativas formais de diálogo com a gestão municipal para implantação de mecanismos de controle de acesso. A entidade afirma ter acionado o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS), buscado interlocução com o Ministério Público Estadual e se reunido com a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES).

Entre as propostas apresentadas estaria a adoção de um sistema de barreiras semelhante ao utilizado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, onde o acesso é controlado e há limitação de entradas.

“O município informa que a responsabilidade é da Guarda Civil Metropolitana, mas há déficit de efetivo. As unidades possuem múltiplos acessos, o que amplia o risco”, declarou o presidente do sindicato.

Posicionamento da Sesau

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) repudiou o episódio e informou que os profissionais receberam atendimento médico e suporte institucional.

“A Secretaria Municipal de Saúde manifesta total repúdio ao grave episódio de violência ocorrido na UPA Coronel Antonino. A ocorrência foi prontamente controlada com o acionamento da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar. Os profissionais envolvidos receberam acolhimento institucional, atendimento médico e acompanhamento da gestão, com suporte da Saúde do Trabalhador”, informou a pasta.

O caso reacende o debate sobre condições de segurança nas unidades de saúde da Capital e sobre a necessidade de protocolos estruturais para prevenção de novos episódios de violência contra profissionais da área.


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