Saúde Pública
Mozart Sales defende Mais Médicos após sanção dos EUA e destaca melhoria na saúde da população
Secretário do Ministério da Saúde cita aprovação popular e impacto positivo do programa; governo norte-americano acusa envolvimento com “trabalho forçado” de médicos cubanos
14/08/2025
08:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, defendeu nesta quinta-feira (14) o Mais Médicos, após ter o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos em razão de sua ligação com o programa. Em postagem no Instagram, ele classificou a iniciativa como “primordial” para garantir atendimento a milhões de brasileiros e ressaltou que sua implementação resultou em melhora expressiva nos indicadores de saúde.
Segundo Mozart, a parceria firmada com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) permitiu a contratação de profissionais cubanos, que já atuavam em outros 58 países por meio de cooperação internacional.
“Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas a quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu.
Ele lembrou ainda que, em 2013, pesquisa do Datafolha apontou 87% de aprovação ao programa. “Inúmeras publicações científicas comprovam os impactos positivos e a melhora expressiva na saúde da população”, completou. Para o secretário, a sanção norte-americana é “injusta” e não altera sua convicção de que o Mais Médicos “defende a vida e representa a essência do SUS – universal, integral e gratuito”.
O Departamento de Estado norte-americano anunciou na quarta-feira (13) a revogação dos vistos de funcionários e ex-funcionários do governo brasileiro, bem como de ex-integrantes da Opas e seus familiares, sob a alegação de que atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto “cúmplices do trabalho forçado do governo cubano”.
Além de Mozart Sales, foi atingido pela medida o ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para a COP30, Alberto Kleiman.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também se manifestou em defesa do programa e dos ex-integrantes do governo sancionados:
“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, afirmou nas redes sociais.
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