Política / Assembleia Legislativa
Lia Nogueira repudia feminicídio em Campo Grande e cobra políticas públicas de autonomia para mulheres
Deputada estadual defende punições severas e criação de empregos para mulheres em situação de vulnerabilidade como forma de prevenir violência
27/05/2025
18:35
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) manifestou indignação diante do feminicídio brutal que chocou Campo Grande nesta semana. João Augusto Borges, de 21 anos, confessou ter assassinado a companheira de 23 anos e a filha do casal, uma bebê de apenas 10 meses, alegando que não queria pagar pensão alimentícia. Os corpos foram encontrados carbonizados em um matagal no bairro Indubrasil.
“É revoltante. Estamos falando de duas vidas ceifadas de forma cruel, por um motivo extremamente injustificável. Isso mostra que a violência contra a mulher continua sendo uma tragédia cotidiana e exige resposta firme do Estado”, declarou Lia.
A deputada, que atua fortemente na pauta da proteção às mulheres, defendeu punições severas para agressores e alertou que apenas a repressão não é suficiente. Segundo ela, a prevenção começa com políticas públicas estruturadas, com foco na autonomia financeira das mulheres, principal ferramenta para romper o ciclo da violência.
Lia é autora de uma lei que permite ao Governo do Estado implementar um Balcão de Empregos para Mulheres em Situação de Vulnerabilidade, com foco em capacitação, acolhimento especializado e apoio na reinserção no mercado de trabalho.
“Quando uma mulher tem independência financeira, ela tem condições reais de sair de relacionamentos abusivos. A dependência econômica é, muitas vezes, o principal fator que a mantém presa a esse tipo de situação”, explicou a deputada.
A parlamentar reforçou que a proposta já foi sancionada e dá ao Estado um instrumento direto para apoiar mulheres em risco, especialmente mães solo e vítimas de violência doméstica.
Lia finalizou sua fala exigindo prioridade e compromisso contínuo das instituições públicas, para além de campanhas pontuais ou discursos simbólicos.
“Não bastam discursos ou campanhas pontuais. É preciso orçamento, gestão e continuidade nas políticas públicas para salvar vidas e oferecer dignidade a quem mais precisa”, concluiu.
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