Política / Saúde
Rinaldo alerta sobre colapso na saúde de Campo Grande e cobra repasse emergencial à Santa Casa
Deputado faz apelo à prefeita Adriane Lopes e denuncia falta de insumos, estrutura e risco de vida de pacientes
27/03/2025
18:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Professor Rinaldo Modesto (Podemos) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) nesta quinta-feira (27) para fazer um alerta sobre o colapso do sistema de saúde em Campo Grande, com foco na situação crítica da Santa Casa e nas deficiências das unidades básicas de saúde e UPAs.
“Chegamos ao absurdo de médicos precisarem registrar boletins de ocorrência para denunciar à polícia o risco de morte dos pacientes”, afirmou Rinaldo.
Segundo o parlamentar, pelo menos 70 pacientes aguardam atendimento na Santa Casa, que enfrenta falta de insumos, leitos e estrutura básica. A gravidade do cenário levou um grupo de médicos a registrar denúncia formal na polícia sobre o risco iminente de mortes no hospital.
A crise culminou com uma decisão judicial que determinou o bloqueio de R$ 46 milhões da Prefeitura de Campo Grande, após a Santa Casa alegar descumprimento de repasses previstos no orçamento da saúde. A Justiça estabeleceu o prazo de 48 horas para a liberação da verba, sob pena de sequestro de bens do Executivo municipal.
“Durante a campanha eleitoral foi dito que estava tudo bem. Agora vemos que não era verdade. Campo Grande sempre foi uma cidade superavitária e, hoje, está paralisada por falta de recursos”, criticou Rinaldo.
O deputado fez um apelo direto à prefeita Adriane Lopes, pedindo responsabilidade e articulação política para enfrentar a crise na saúde da capital:
“Peço à prefeita que olhe com seriedade para essa gestão, que dialogue com a bancada estadual e federal, busque investimentos e repasses. Saúde não pode esperar. A população está sofrendo”, declarou.
Além da saúde, o parlamentar também mencionou o abandono do Horto Florestal, que foi interditado após quedas de árvores e permanece fechado sem previsão de reabertura. Para Rinaldo, a situação é reflexo de uma gestão ineficiente que compromete diversos setores da cidade.
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