Política / Justiça
Deputado Rodolfo Nogueira acompanha julgamento no STF ao lado de Bolsonaro e critica imparcialidade da Corte
Parlamentar sul-mato-grossense participou de oração com aliados antes da sessão e afirmou que julgamento tem caráter político
26/03/2025
10:55
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) esteve nesta quarta-feira (26) no gabinete do senador Flávio Bolsonaro, acompanhando o segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Antes do início da sessão, parlamentares e aliados próximos do ex-presidente realizaram uma oração conjunta, com a presença dos senadores Jorge Seif, Damares Alves e Magno Malta, além do músico Gilson Machado, amigo pessoal de Bolsonaro.
Rodolfo Nogueira é o único deputado de Mato Grosso do Sul presente pessoalmente no apoio ao ex-presidente neste momento decisivo. Em suas redes sociais, compartilhou imagens ao lado de Bolsonaro, citando um trecho bíblico:
"Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito para te guardarem em todos os teus caminhos."
Questionado sobre o julgamento, Nogueira levantou dúvidas quanto à imparcialidade da Corte e fez críticas diretas aos ministros que compõem a Primeira Turma do STF.
“É difícil acreditar nesse julgamento quando vemos figuras como Flávio Dino, ex-ministro de Lula e declarado comunista; Alexandre de Moraes, que há anos persegue o presidente Bolsonaro; e Cristiano Zanin, advogado indicado por Lula”, declarou o parlamentar.
“O STF, ao que parece, não está fazendo justiça, mas agindo em defesa de um partido”, completou.
A sessão desta quarta-feira teve início às 9h30 (horário de Brasília) e definiu o recebimento da denúncia da PGR, tornando Bolsonaro e outros sete aliados réus por crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
Com a aceitação da denúncia, será aberta uma ação penal, onde os acusados poderão apresentar provas e testemunhas. O processo poderá resultar em condenações com penas de prisão, dependendo da análise final dos ministros.
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