POLICIAL
Delegacias de Campo Grande operam com 30% do efetivo durante paralisação dos policiais civis
Ação visa abrir negociações com o Governo; apenas serviços essenciais serão mantidos durante o protesto
05/09/2024
08:10
MDX
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Nesta quinta-feira (5), as delegacias de Campo Grande funcionam com apenas 30% do efetivo durante uma paralisação dos policiais civis, conforme informado pelo presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa. A manifestação é uma tentativa de pressionar o Governo do Estado a abrir um canal de negociação com a categoria, que busca melhorias salariais e condições de trabalho.
A paralisação teve início às 8h e se estenderá até o meio-dia, com a concentração dos policiais na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. Durante esse período, 70% do efetivo está de braços cruzados, e somente serviços essenciais, como o atendimento de medidas protetivas e flagrantes, estão sendo realizados. Outros serviços, como boletins de ocorrência, intimações e oitivas, estão suspensos até o fim do movimento.
Segundo Barbosa, o objetivo da paralisação é chamar a atenção do Governo para a necessidade de negociação com os policiais civis. "Não queremos prejudicar ninguém, mas infelizmente estamos sendo forçados a tomar medidas mais duras, já que o Governo do Estado ainda não abriu um canal de negociação com a categoria", explicou o presidente do Sinpol.
A paralisação ocorre em meio a um impasse sobre as reivindicações da categoria. Na semana passada, os policiais civis foram até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em busca de apoio para pressionar o Governo a atender suas demandas. O principal ponto de discórdia é a concessão de um reajuste salarial, além de melhores condições de trabalho.
Durante a sessão, o deputado Pedro Caravina (PSDB) defendeu que o Governo do Estado não tem recursos suficientes no momento para atender integralmente às reivindicações dos policiais civis. Segundo ele, o fluxo de caixa do Estado impede a concessão de um reajuste maior. Caravina afirmou que o Governo sinalizou com a incorporação de R$ 400 na etapa de alimentação, o que resultaria em um aumento real entre 1,39% a 5,37%. Para os policiais civis aposentados, o reajuste proposto seria de 8,43%.
A posição do Governo foi criticada pelo Sinpol, especialmente após a concessão de um auxílio-saúde de até R$ 1,8 mil apenas para os delegados, em junho deste ano. O sindicato considera a medida uma disparidade dentro da categoria e exige uma negociação mais justa para todos os policiais civis.
Apesar de ser uma paralisação parcial, a ação deve impactar o atendimento ao público nas delegacias de Campo Grande, especialmente em relação a serviços que não são considerados urgentes. A expectativa do sindicato é que o Governo abra um canal de diálogo após o protesto, evitando novas ações que possam prejudicar ainda mais a população e a segurança pública.
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