CONSUMIDOR
Após 26 meses de bandeira verde, Aneel anuncia que julho terá bandeira tarifária amarela
A mudança, que não acontecia desde 2022, ocorre devido às condições de seca que assolam diversas regiões do país
30/06/2024
14:15
JENNIFER RIBEIRO
©DIVULGAÇÃO
Devido à seca, que oferece condições menos favoráveis para geração de energia no país, a bandeira tarifária para o mês de julho será amarela. O anúncio foi feito pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Com esse acionamento, as tarifas dos consumidores serão acrescidas em R$ 1,885 a cada 100 kW/h consumidos.
Esse é o valor aprovado pela Aneel em março deste ano, quando houve redução de 37% do valor da bandeira amarela, caindo de R$2,989/KWh para R$1,885/KWh.
Essa é a primeira alteração de bandeira desde abril de 2022. Ao todo, foram 26 meses com bandeira verde.
Com o sistema de bandeiras, o consumidor consegue fazer escolhas de consumo que contribuem para reduzir os custos de operação do sistema, reduzindo a necessidade de acionar termelétricas.
Antes das bandeiras, o repasse desses custos de operação era feito apenas nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto.
Dessa forma, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para reduzir o valor da conta.
Com o acionamento da bandeira amarela, a Aneel orienta que os consumidores utilizem a energia elétrica conscientemente, evitando prejuízo que afete o meio ambiente e a sustentabilidade do setor elétrico. A Agência reforça ainda que a energia é fundamental para a preservação dos recursos naturais.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 como forma de indicar os custos da geração de energia no Brasil aos consumidores.
Isso reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.
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