POLICIAL
Servidora do Detran-MS é ouvida por mais de 1 hora na corregedoria sobre caso de assédio
Funcionária está afastada por atestado médico por 10 dias
08/03/2024
10:30
MIDIAMAX
THATIANA MELO
©DIVULGAÇÃO
A funcionária do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), que denunciou um servidor da Sejusp por assédio sexual, prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil, por mais de 1 hora, nesta quinta-feira (7). A servidora está afastada por atestado médico.
A funcionária relatou durante seu depoimento o que vinha acontecendo dentro do órgão. A servidora terá o nome preservado. Ela contou que está afastada por 10 dias por atestado médico e que está à base de remédios. “Só tomando café, não consigo comer”, disse a funcionária.
Ela contou sobre as caronas oferecidas pelo chefe e ‘mimos’ que chegavam do nada em seu setor, como chocolates, bombons. “Depois do depoimento fiquei bem mal, eu não aguento mais”, disse.
“Até agora nada foi feito. Eu estou afastada e ele trabalhando”, disse a servidora. Ela trabalha no órgão desde o começo de 2023 e tem um cargo comissionado. Ela diz que os assédios começaram há aproximadamente seis meses, mas, no início, ela não percebia o comportamento do chefe.
“Eu achava que ele fosse muito gentil, mas com o tempo comecei a perceber que aquelas situações não eram normais”, afirma.
Segundo a servidora, a situação chamou a atenção de colegas de trabalho que a alertaram sobre o assédio. “No início ele me oferecia carona, eu achava que estava tudo bem e aceitava, mas começaram a dizer que ele iria cobrar essas caronas e, então, comecei a me atentar às brincadeiras que ele fazia”, relata.
A servidora conta que, ao perceber que o chefe se excedia nos comentários sobre ela, começou a evitar a proximidade e passou a negar as ofertas de carona. Depois disso, o chefe teria mudado de comportamento e passou a tratá-la de forma hostil.
Além da mudança no tratamento, o suspeito também teria acusado a servidora de fraude. “A gota d’água foi quando ele me acusou de ter fraudado o sistema. Ele disse que retirei restrições de placas, mas o sistema mostra que as exclusões foram realizadas com dados de acesso que não são meus. Usaram o meu computador, mas outro login e outra senha”, garante.
De acordo com os relatos, a servidora teve o acesso ao sistema bloqueado, sendo impedida de trabalhar. No mesmo dia, ela teria procurado a Delegacia e registrado no boletim de ocorrência. No dia seguinte, ela foi chamada para prestar depoimento sobre o caso que permanece em investigação.
O chefe acusado de assédio é servidor da Sejusp-MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) e está lotado no órgão estadual de trânsito.
Procurada pela equipe de reportagem, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul disse que se pronunciaria por meio da assessoria de comunicação da Polícia Civil, que emitiu a seguinte resposta: “O caso será investigado tanto pela DEAM quanto pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Sobre o eventual afastamento do delegado, trata-se de uma deliberação de competência do Corregedor-Geral da Polícia Civil”.
A delegada AnaLu Lacerda, que está à frente das investigações, também foi procurada pela equipe de reportagem, mas não se pronunciou sobre o caso. Já o Detran-MS limitou-se a dizer que “as demandas relacionadas ao tema serão tratadas pela Polícia Civil”.
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