Política / Partidos
Sem nomes de maior peso, MDB reorganiza chapa e aposta em novos quadros para tentar manter força na Assembleia
Após perder pré-candidatos estratégicos, partido comandado por André Puccinelli busca solução interna para alcançar ao menos três cadeiras em 2026
01/04/2026
17:45
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O MDB de Mato Grosso do Sul entrou em fase de reorganização da chapa para deputado estadual após perder nomes considerados competitivos nos últimos dias. A articulação tem sido conduzida pelo ex-governador André Puccinelli, que tenta recompor a nominata e manter a meta de eleger pelo menos três deputados estaduais, repetindo o desempenho obtido na eleição anterior.
O cenário se complicou com a saída de dois parlamentares que eram vistos como peças importantes na composição: Márcio Fernandes, que foi para o PL, e Renato Câmara, que se filiou ao Republicanos. Além deles, o ex-deputado Jerson Domingos escolheu o União Brasil, enquanto o ex-deputado Eduardo Rocha deixou o MDB e seguiu para o PSDB. Com essas baixas, o plano de alcançar uma bancada ainda maior perdeu força e obrigou o partido a recalcular a estratégia.
Diante desse novo quadro, a direção emedebista passou a apostar justamente na ausência de “medalhões” como argumento para atrair novos pré-candidatos. A avaliação interna é de que, sem nomes considerados grandes puxadores de voto, a disputa por espaço dentro da chapa se torna mais equilibrada, abrindo oportunidade para lideranças emergentes, ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos e vereadores com base regional.
Nos últimos dias, o partido filiou a ex-prefeita de Naviraí, Rhaiza Matos, filha do ex-deputado Onevan de Matos, e também o ex-vereador de Campo Grande, Professor André. Os dois passam a integrar uma nominata que tenta ganhar densidade política sem depender exclusivamente de figuras tradicionais de maior projeção eleitoral.
Na configuração atual, os nomes de André Puccinelli e Junior Mochi aparecem como os mais fortes da chapa, ao menos no desenho inicial montado pelo partido. Ao lado deles, o MDB também busca compor a nominata com ex-prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, entre eles o vereador da Capital Junior Coringa.
Paralelamente, a legenda ainda tenta convencer filiados históricos a entrarem na disputa. Entre os nomes citados nas articulações estão o ex-prefeito de Rio Brilhante, Sidney Foroni, e o ex-prefeito de Bataguassu, Akira Otsubo. O esforço mostra que o MDB busca uma solução caseira para recompor a chapa e preservar competitividade mesmo sem os quadros que, até pouco tempo, eram tratados como apostas centrais do projeto.
Com isso, o partido passa a depender menos de nomes consagrados e mais de uma montagem equilibrada, regionalizada e capaz de distribuir votos de forma eficiente. A aposta do grupo é que esse modelo permita ao MDB seguir relevante na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, mesmo em um cenário de forte rearranjo partidário às vésperas da eleição.
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