Política / Partidos
Hashioka deixa a federação União Progressista, migra para o Republicanos e amplia esvaziamento da chapa federal
Saída do deputado estadual ocorre após a entrada de Dagoberto Nogueira e a ida de Geraldo Resende para o grupo, movimento que elevou a disputa interna e levou outros pré-candidatos a buscarem novas legendas
01/04/2026
17:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A chapa de deputado federal da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, perdeu mais um nome na reta final da janela partidária em Mato Grosso do Sul. O deputado estadual Roberto Hashioka decidiu deixar o União Brasil e se filiar ao Republicanos, em uma mudança que reforça o redesenho das nominatas para as eleições de 2026. A movimentação foi noticiada nesta quarta-feira, 1º de abril, e ocorre em meio ao aumento da concorrência interna na federação.
A saída de Hashioka se soma a outros movimentos recentes de pré-candidatos que recuaram ou mudaram de rota após a reconfiguração da chapa federal do bloco. A ex-secretária Viviane Luiza deixou o PP e migrou para o PSDB, enquanto Jaime Verruck, que inicialmente era esperado no progressismo, acabou se filiando ao Republicanos. Em comum, os três casos têm o mesmo pano de fundo: a percepção de que a federação ficou excessivamente competitiva após novas entradas de peso.
O fator decisivo para esse esvaziamento foi a chegada de nomes mais robustos eleitoralmente à federação. Dagoberto Nogueira confirmou filiação ao PP em ato partidário realizado em Campo Grande, enquanto Geraldo Resende deixou o PSDB e seguiu para o União Brasil, aumentando ainda mais a densidade eleitoral do grupo. Com isso, a chapa passou a ser tratada nos bastidores como uma “chapa da morte”, expressão usada para definir nominatas muito fortes internamente, mas com alto risco de deixar nomes competitivos sem mandato.
Nesse cenário, a migração de Hashioka para o Republicanos foi interpretada como uma saída estratégica. O partido já vinha se fortalecendo nos últimos dias com a filiação do deputado federal Beto Pereira e passou a ser visto como uma alternativa mais equilibrada para candidatos que buscam viabilidade eleitoral sem enfrentar uma disputa interna excessivamente congestionada.
Com a entrada de Hashioka e Jaime Verruck, o Republicanos aumenta seu potencial competitivo na disputa para a Câmara dos Deputados. Reportagens publicadas nesta semana apontam que a legenda passou a trabalhar com a possibilidade de conquistar até duas vagas federais, a depender do desempenho individual de seus candidatos e do volume total de votos da chapa. Entre os nomes já mencionados no grupo estão Beto Pereira, Isa Marcondes e Neto Santos.
Do lado da federação União Progressista, a avaliação é de que o grupo continua forte, mas a superlotação da nominata elevou o custo político da montagem. Análises publicadas nesta semana indicam que a composição pode até comprometer a reeleição de nomes competitivos, justamente porque o excesso de candidatos de peso reduz o espaço para acomodação interna e aumenta o risco de dispersão dos votos.
Com a decisão de Hashioka, o cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul segue em rápida reconfiguração, com partidos reposicionando quadros e ajustando chapas para buscar maior eficiência eleitoral. A tendência, neste momento, é de fortalecimento do Republicanos na disputa federal e de manutenção da pressão interna sobre a federação União Progressista, que precisará equilibrar densidade política e viabilidade real para seus postulantes.
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