Política / Partidos
Viviane Luiza deixa o PP, migra para o PSDB e confirma pré-candidatura à Câmara Federal
Ex-secretária de Cidadania muda de legenda em meio à disputa por espaço na federação União Progressista e passa a integrar estratégia tucana para 2026
01/04/2026
16:15
DA REDAÇÃO
Ex-secretária de Cidadania de Mato Grosso do Sul, Viviane Luiza, durante evento de filiação ao PSDB (Foto: Renan Kubota)
A ex-secretária de Cidadania de Mato Grosso do Sul, Viviane Luiza, oficializou nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, sua saída do PP e a filiação ao PSDB, em um movimento diretamente ligado à disputa interna por espaço eleitoral na federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. A mudança foi confirmada durante ato partidário em Campo Grande e reposiciona a ex-integrante do primeiro escalão do governo estadual na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados.
O anúncio da nova filiação foi feito pelo governador Eduardo Riedel (PP) durante discurso no evento tucano. Segundo ele, a decisão partiu da própria ex-secretária, que escolheu o PSDB como nova casa partidária. Já no diretório tucano, Viviane Luiza confirmou o ingresso na legenda e declarou que será pré-candidata a deputada federal em 2026, marcando sua primeira disputa eleitoral.
Ao justificar a mudança, a ex-secretária afirmou que chega ao partido com disposição para construir uma trajetória política baseada na experiência acumulada na área social. Em sua fala, também citou a identificação com a história da legenda e com o espaço de atuação do PSDB Mulheres, além de mencionar referências históricas do partido em Mato Grosso do Sul, como Marisa Serrano.
A saída de Viviane Luiza acontece poucos meses depois de sua filiação ao PP, realizada em outubro de 2025, durante um ato que reuniu secretários estaduais, prefeitos e lideranças políticas sob comando do governador Eduardo Riedel. Na época, o movimento foi tratado como parte da preparação do grupo governista para o ciclo eleitoral seguinte.
Nos bastidores, o principal fator para a troca de legenda foi o cenário de forte concorrência interna na federação União Progressista. Com apenas oito vagas em disputa para a Câmara dos Deputados por Mato Grosso do Sul, a federação pode lançar até nove candidatos. Nesse desenho, o União Brasil teria direito a quatro nomes, enquanto o PP ficaria com cinco, o que ampliou a pressão dentro do bloco e reduziu espaço para candidaturas novas.
Entre os nomes cotados ou já posicionados na federação estavam lideranças com maior densidade eleitoral, como Rose Modesto, Geraldo Resende, Dagoberto Nogueira, Luiz Ovando e outros quadros já consolidados. Com a chapa considerada “inchada”, a ida para o PSDB passou a ser vista como uma saída para reduzir a concorrência interna e preservar a viabilidade do projeto de candidatura federal de Viviane Luiza.
A filiação da ex-secretária também reforça a estratégia do PSDB de recomposição política após perdas recentes no plano federal e estadual. No ato realizado nesta quarta-feira, o partido recebeu novos nomes e ampliou o esforço para reorganizar suas chapas proporcionais com foco nas eleições de 2026.
Com a mudança, Viviane Luiza troca uma federação saturada por uma legenda em processo de reconstrução e passa a disputar espaço em um ambiente de menor concentração interna, mantendo viva a meta de chegar à Câmara dos Deputados na próxima eleição.
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