Campo Grande (MS), Segunda-feira, 30 de Março de 2026

Política / Nacional

Caiado lança pré-candidatura ao Planalto com promessa de anistia a Bolsonaro e discurso de “pacificação”

Governador de Goiás foi apresentado pelo PSD em São Paulo e disse que, se eleito, adotará como primeiro ato uma anistia ampla aos envolvidos nos processos ligados ao ex-presidente

30/03/2026

17:15

DA REDAÇÃO

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Anunciado nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, como pré-candidato do PSD à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que, se vencer a eleição, adotará como primeiro ato de governo uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante coletiva após sua apresentação oficial pela legenda, em São Paulo.

Ao defender a proposta, Caiado associou a medida à ideia de “pacificação” nacional. Segundo o governador, a anistia seria uma forma de encerrar o ambiente de conflito político e permitir que o país voltasse a concentrar esforços em temas ligados à vida das pessoas. Na fala, ele afirmou que pretende romper com a polarização e se apresentar como alternativa fora dos dois polos que dominam a disputa política recente.

A apresentação de Ronaldo Caiado pelo PSD ocorreu após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, e em meio à disputa interna que também envolvia o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, afirmou que a escolha do nome de Caiado foi feita por uma “questão eleitoral”, sob a avaliação de que ele teria mais chances de alcançar o segundo turno.

Durante o evento, Kassab sustentou que o governador goiano reúne condições para enfrentar os principais nomes do cenário nacional e declarou que o partido aposta em um candidato que ainda não teve a oportunidade de comandar o país. A fala reforçou a estratégia do PSD de buscar espaço entre o campo governista e o eleitorado conservador.

No discurso, Caiado também recuperou passagens de sua trajetória política e citou a criação da União Democrática Ruralista (UDR), em 1985, ao se apresentar como defensor histórico do direito de propriedade, da livre iniciativa e da economia de mercado. Ao fazer essa referência, o governador reforçou sua identidade política ligada ao agronegócio e ao campo conservador.

Ao mesmo tempo em que prometeu anistia, o novo pré-candidato tentou se posicionar como nome capaz de reduzir a polarização. Segundo ele, o conflito político atual não é um traço inevitável da vida nacional, mas um projeto sustentado por grupos que se beneficiam desse ambiente. A aposta de Caiado é se apresentar como alguém fora dessa lógica, capaz de disputar a Presidência com discurso de reconciliação, mas sem romper com a base conservadora que tenta atrair.

A fala sobre Jair Bolsonaro, no entanto, deu ao lançamento forte conteúdo político e jurídico, ao transformar a anistia em um dos eixos iniciais da pré-campanha. Com isso, Ronaldo Caiado tenta ocupar espaço no eleitorado de direita, ao mesmo tempo em que busca se diferenciar como alternativa partidária dentro do PSD para a eleição presidencial de 2026.


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