Meio Ambiente / Biodiversidade
Marina Silva alerta na COP15 que quase um quarto das espécies migratórias já enfrenta risco de extinção
Ministra cita relatório internacional que aponta avanço da crise ambiental, com 49% das populações em declínio no planeta
23/03/2026
11:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, abriu nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, a programação oficial da COP15 da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, em Campo Grande, com um alerta contundente sobre o agravamento da crise da biodiversidade. Durante o discurso, ela destacou dados de um relatório internacional ligado à convenção que mostram que 24% das espécies migratórias já estão ameaçadas de extinção, enquanto 49% apresentam declínio populacional.
Ao recepcionar as delegações presentes, Marina Silva ressaltou o simbolismo de realizar a conferência no Pantanal, bioma que classificou como território de encontros e transições ecológicas. Na fala de abertura, a ministra defendeu que a proteção das espécies migratórias exige conexão entre países, políticas públicas, ciência e saberes tradicionais, numa resposta coordenada a um problema que ultrapassa fronteiras nacionais.
O dado citado por Marina tem como base a atualização do relatório global sobre o estado das espécies migratórias, divulgada em 9 de março de 2026. O documento informa que a parcela de populações em declínio subiu de 44% para 49% em apenas dois anos, enquanto o percentual de espécies ameaçadas avançou de 22% para 24%, reforçando o diagnóstico de deterioração acelerada.
Na avaliação da ministra, esse cenário impõe senso de urgência às negociações da COP15, que prosseguem em Campo Grande até 29 de março. O evento reúne governos, organismos multilaterais, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de conservação de espécies terrestres, aquáticas e aves migratórias.
Além de Marina Silva, compuseram a mesa de abertura nomes como Amy Fraenkel, secretária-executiva da CMS, João Paulo Capobianco, secretário-executivo do MMA e presidente da conferência, o governador Eduardo Riedel e a prefeita Adriane Lopes. A programação da manhã marcou o início formal dos debates técnicos e políticos da convenção no Brasil.
Ao destacar o avanço das ameaças às espécies migratórias, a ministra reforçou que a conferência não pode se limitar a discursos simbólicos. A mensagem central da abertura foi a de que a crise da biodiversidade já produz efeitos concretos e exige respostas práticas, articuladas e globais para impedir novas perdas de fauna em escala internacional.
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