Política / Tributação
Câmara Municipal de Campo Grande aprova projeto que corrige escalonamento da Taxa Sanitária
Proposta de Carlão impede aumento imediato de 60% em 2026 e estabelece cronograma progressivo até 2030
24/02/2026
11:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei Complementar nº /2026, de autoria do vereador Carlos Augusto Borges (Carlão – PSB), com assinatura conjunta do vereador Flávio Cabo Almi. A proposta altera o cronograma de aplicação da Taxa de Inspeção Sanitária, após questionamentos sobre a forma de cobrança adotada pela Prefeitura.
O texto aprovado determina a aplicação imediata do fator redutor de 0,2 (20%) em 2026, impedindo que seja cobrado o percentual de 0,6 (60%) previsto na sistemática aplicada pelo Executivo. A medida reestabelece o escalonamento gradual originalmente previsto na legislação municipal.
Segundo Carlão, houve descumprimento das etapas progressivas que deveriam ter sido implementadas entre 2024 e 2025, resultando em impacto financeiro elevado para micro e pequenos empresários.
“O pequeno comerciante não pode ser penalizado por erro técnico da administração. A lei previa uma implantação gradual, começando no percentual mais baixo e avançando de forma progressiva até 2030”, afirmou o parlamentar durante a sessão.
O projeto também institui mecanismo de compensação automática para contribuintes que já quitaram a taxa com aplicação do fator 0,6 (60%). De acordo com o novo Artigo 240-F, o valor pago a maior será convertido em crédito tributário e compensado na cobrança subsequente, sem necessidade de ação judicial por parte do contribuinte.
A medida busca evitar litígios e assegurar solução administrativa direta para os comerciantes afetados.
Com a aprovação da proposta, o escalonamento da Taxa Sanitária passa a obedecer à seguinte progressão:
2026 – Fator 0,2 (20% do valor integral)
2027 – Fator 0,4 (40%)
2028 – Fator 0,6 (60%)
2029 – Fator 0,8 (80%)
2030 – Fator 1,0 (100% – valor integral)
Durante o debate, o autor do projeto ressaltou que a taxa anteriormente praticada girava em torno de R$ 80,00, enquanto a aplicação direta do novo modelo poderia elevar a cobrança para valores superiores a R$ 1.400,00, sem período de adaptação.
O texto aprovado não implica renúncia de receita, mas promove readequação do calendário de cobrança, preservando a arrecadação municipal dentro do planejamento plurianual e garantindo previsibilidade ao setor produtivo local.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Delas Day começa com mais de 9 mil inscritas e programação ampliada em Campo Grande
Leia Mais
Gretchen surge sem prótese capilar e anuncia doação solidária de lace
Leia Mais
Pedro Kemp cobra reajuste para professores convocados após garantia de piso nacional por Lula
Leia Mais
Ministério Público defende suspensão de eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Campo Grande
Municípios