Coluna do Simpi
Pejotização volta ao centro do debate após STF suspender ações trabalhistas em todo o país
Debate envolve segurança jurídica, competitividade empresarial, modernização produtiva e riscos de fraudes digitais no ambiente econômico de 2026.
17/02/2026
22:00
SIMPI
DA REDAÇÃO
A pejotização — modelo de contratação em que o serviço é prestado por meio de pessoa jurídica (CNPJ) em vez do vínculo tradicional pela CLT — voltou ao centro das discussões jurídicas e econômicas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A prática tem sido defendida por parte do setor empresarial como alternativa de redução de custos, previsibilidade contratual e segurança jurídica, especialmente após a ampliação das possibilidades de terceirização com a Lei 13.429/2017 e o ambiente regulatório da reforma trabalhista de 2017.
Na prática, o modelo consiste na contratação de uma empresa por outra para execução de serviços, formalizada por contrato de prestação, e não por vínculo empregatício. Exemplos comuns incluem construtoras que contratam pedreiros com CNPJ ou estabelecimentos comerciais que utilizam prestadores formalizados.
Defensores apontam que, ao considerar encargos trabalhistas e tributos, o custo total de um empregado pode se aproximar do dobro do salário nominal. Já no contrato entre empresas, a composição financeira muda, podendo ampliar a margem líquida do prestador — dependendo do regime tributário e das condições contratuais.
A controvérsia, contudo, permanece intensa no Judiciário. Diversas ações trabalhistas discutem eventual fraude, subordinação e reconhecimento de vínculo. Em 14 de abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão nacional dos processos sobre o tema, após o STF reconhecer repercussão geral, com o objetivo de uniformizar o entendimento.
Enquanto não há decisão definitiva, entidades empresariais reforçam a necessidade de contratos bem estruturados, clareza na execução dos serviços e ausência de elementos típicos de vínculo empregatício.
Quer saber mais? Procure o SIMPI.
Assista: https://youtu.be/nDxFSVwGCEI
Economia / Indústria
Custos logísticos, tributários e cambiais explicam avanço de produtos importados no mercado brasileiro
O crescimento da presença de produtos importados no Brasil é resultado de um conjunto de fatores estruturais que afetam a competitividade da indústria nacional, segundo análise do economista Otto Nogami.
Entre os principais pontos destacados estão:
Alta carga tributária sobre a folha de pagamento, elevando custos de produção;
Energia entre as mais caras do mundo, impactando indústrias intensivas em eletricidade;
Gargalos logísticos históricos, que tornam o transporte interno mais caro que exportações internacionais;
Predominância do transporte rodoviário, considerado menos eficiente;
Obsolescência tecnológica, com empresas operando abaixo do padrão da chamada Indústria 4.0.
Nogami observa que, em alguns casos, é mais barato transportar mercadorias do porto de Santos à China do que do interior paulista ao Nordeste.
A valorização cambial — com o dólar recuando de patamares próximos a R$ 5,50 para cerca de R$ 5,20 — também favorece produtos importados, tornando-os mais competitivos no mercado interno. Além disso, o economista aponta que excedentes asiáticos, acumulados após tensões comerciais com os Estados Unidos, encontram no Brasil um destino atrativo.
A reversão desse cenário, segundo a análise, depende de reformas estruturais, modernização produtiva, revisão tributária e investimentos em infraestrutura.
Assista: https://youtu.be/uCw0YtraYMY
Gestão / Planejamento
Planejamento estratégico orienta metas e estrutura empresarial no início de 2026
Com o início de 2026, empresas voltam suas atenções à organização das metas e à definição das diretrizes para o novo exercício.
De acordo com o consultor Sebastião Oliveira, planejamento estratégico não se resume à atualização de dados orçamentários. Trata-se de processo que envolve análise do ambiente externo, avaliação de recursos internos e definição estruturada de objetivos.
O planejamento considera:
Contexto econômico e competitivo;
Recursos disponíveis na organização;
Estrutura organizacional e equipes;
Projetos prioritários e metas de desempenho.
Segundo o consultor, o instrumento orienta decisões e organiza a condução das atividades empresariais ao longo do ano.
Assista: https://youtu.be/5ZnDnR83rpQ
Economia / Segurança Digital
MEIs são alvo de novo golpe com site falso do Governo Federal
Microempreendedores Individuais (MEIs) voltaram a ser alvo de criminosos que utilizam mensagens via WhatsApp para informar supostos débitos vinculados ao CNPJ.
Os golpistas encaminham as vítimas para um site falso que imita o portal oficial do Governo Federal e solicitam pagamento imediato do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) via PIX ou transferência bancária.
A Receita Federal alerta que não realiza cobranças por SMS ou WhatsApp e que débitos não provocam cancelamento automático do CNPJ.
A recomendação é:
Não clicar em links desconhecidos;
Não realizar pagamentos fora dos canais oficiais;
Conferir sempre o destinatário antes de pagar;
Buscar orientação junto ao SIMPI em caso de dúvida.
Contato SIMPI: (69) 99933-0396
Assista: https://youtu.be/2di3-N9cboM
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