Campo Grande (MS), Domingo, 15 de Fevereiro de 2026

Polícia / Investigação

Perfis falsos divulgam cartas atribuídas à mãe após tragédia familiar em Itumbiara

Mensagens emocionais circulam nas redes sem confirmação oficial; caso envolvendo Thales Naves Alves Machado segue sob apuração da Polícia Civil de Goiás

15/02/2026

07:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Em meio à comoção causada pela morte de duas crianças em Itumbiara (GO), passaram a circular nas redes sociais textos atribuídos à mãe dos meninos, Sarah Tinoco Araújo. As mensagens, redigidas em tom de despedida e luto, não foram confirmadas pela família e, segundo fontes ligadas à administração municipal, são falsas.

Os conteúdos foram divulgados por perfis criados recentemente com o nome de Sarah, sugerindo tratar-se de um desabafo pessoal. No entanto, não houve manifestação pública oficial por parte da mãe das vítimas até o momento.

A disseminação das supostas cartas ampliou a repercussão do caso e gerou alerta sobre a circulação de conteúdos não verificados em meio a situações de grande impacto social.

O caso

O episódio ocorreu na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, quando o então secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, 40 anos, atirou contra os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida.

O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, 12 anos, chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Modesto de Cravalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos. Já Benício Araújo, 8 anos, permaneceu internado em estado gravíssimo e faleceu na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026.

Antes do crime, Thales publicou em rede social mensagens direcionadas aos filhos. Em uma delas, escreveu: “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”. Posteriormente, foi divulgada uma carta atribuída a ele, na qual pedia desculpas a familiares e amigos e mencionava dificuldades no casamento.

No momento do ocorrido, Sarah Tinoco Araújo estava em viagem a São Paulo.

Investigação

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), que apura as circunstâncias do crime e a autenticidade de conteúdos divulgados nas redes sociais.

Autoridades reforçam a necessidade de cautela na disseminação de informações não confirmadas, especialmente em situações que envolvem vítimas e familiares em período de luto.

 


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