Campo Grande (MS), Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

Justiça

Urandir Fernandes recorre à Justiça após acusações de pirâmide financeira feitas por ex-nora nas redes sociais

Empresário afirma que declarações configuram calúnia e difamação e estariam ligadas a rompimento familiar e disputa patrimonial

05/02/2026

17:15

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

O empresário Urandir Fernandes de Oliveira, fundador da Dakila Pesquisas e sócio-administrador da BDM Soluções Digitais Ltda., ingressou com queixa-crime por calúnia e difamação na Justiça de Mato Grosso do Sul após acusações feitas por sua ex-nora nas redes sociais.

A ação é direcionada contra a empresária Gabriela Pache da Silva, que publicou comentários no Instagram atribuindo à BDM Digital a prática de “sistema Ponzi” ou “pirâmide financeira”, além de sugerir que investigações em curso poderiam revelar outras irregularidades.

Publicações ocorreram no dia de operações do Gaeco

As manifestações ocorreram em 21 de janeiro, mesma data em que o GAECO, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, deflagrou as operações Collisium e Simulatum. Embora Urandir e a BDM tenham sido citados nos comentários, não há investigação oficial ou decisão judicial que aponte irregularidades na empresa, segundo a defesa.

Para os advogados, as declarações extrapolam o direito à livre manifestação de pensamento e imputam crimes como estelionato e delitos contra a economia popular, sem respaldo fático ou jurídico.

Tentativa de solução extrajudicial

De acordo com a defesa, antes do ajuizamento da ação, Gabriela foi notificada extrajudicialmente para remover as publicações e apresentar retratação pública. O pedido, no entanto, não foi atendido.

A advogada Kézia Miranda, que representa Urandir e a BDM Digital, sustenta que a permanência das acusações em ambiente digital de ampla circulação agravou os danos à honra, à credibilidade empresarial e à reputação pessoal do empresário.

Contexto familiar e societário

A petição judicial destaca que Gabriela manteve união estável com Alan Fernandes de Oliveira, filho de Urandir, entre 2019 e 2024. Durante esse período, ela teria atuado como sócia-administradora da Florim Serviços Financeiros Ltda., empresa responsável por representar comercialmente a marca BDM Digital, intermediar negócios e receber comissões.

Segundo a defesa, enquanto integrava o grupo empresarial e se beneficiava economicamente das atividades, Gabriela jamais questionou a legalidade do modelo de negócios. As acusações teriam surgido somente após o término do relacionamento e em meio a disputas judiciais de natureza patrimonial, o que, para os advogados, caracteriza uma tentativa de desqualificação pública com fins estratégicos.

Medidas judiciais e situação paralela

A queixa-crime foi protocolada na terça-feira (3) e pede que Gabriela responda criminalmente por calúnia e difamação. O processo tramita na Justiça estadual.

Paralelamente, há registro de medida protetiva que impede Alan Fernandes de Oliveira de se aproximar ou manter contato com Gabriela a menos de 300 metros, em ação distinta.

Posicionamento da empresa

Em nota, a assessoria da BDM Soluções Digitais Ltda. informou que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para proteger sua imagem institucional e reforçou que a liberdade de expressão possui limites legais, especialmente quando envolve imputação de crimes sem comprovação.

Até o fechamento desta matéria, Gabriela Pache da Silva não se manifestou. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.


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