Política / Câmara Municipal
Câmara de Campo Grande abre trabalhos de 2026 com foco no diálogo, cobranças e compromisso com entregas à população
Sessão solene reúne vereadores, prefeita, bancada federal e governo estadual, com discursos sobre desafios urbanos, responsabilidade política e parcerias institucionais
03/02/2026
11:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Câmara Municipal de Campo Grande abriu oficialmente, na manhã desta segunda-feira (2), os trabalhos legislativos de 2026, em Sessão Solene Inaugural marcada por discursos que reforçaram o compromisso com a população, a defesa do diálogo institucional e a necessidade de enfrentar os principais desafios da Capital.
O presidente da Casa, Epaminondas Neto, conhecido como Papy, destacou que a atuação do Legislativo será pautada pela escuta ativa da sociedade e pela busca de soluções concretas para os problemas do dia a dia.
“Precisamos agir com esperança, responsabilidade e diálogo. A Câmara está sempre disponível para ouvir e servir. Temos compromisso com a população”, afirmou.
Segundo o presidente, os vereadores têm atuado como elo direto entre a população e o poder público, recebendo reivindicações e encaminhando demandas de forma prática. Papy ressaltou ainda que a independência do Legislativo não impede o diálogo com o Executivo, mas fortalece a proximidade com a sociedade.
Ao citar a CPI do Transporte Coletivo, Papy afirmou que a Câmara cumpriu seu papel ao “colocar o dedo na ferida” e dar voz à população. Para ele, quando o Legislativo se manifesta de forma firme, cumpre sua missão democrática.
O presidente também enfatizou a pluralidade política da Casa, classificando a diversidade como uma virtude que garante representatividade a diferentes segmentos da sociedade. Segundo ele, a população espera menos embates políticos e mais soluções concretas.
“Campo Grande não quer briga política. As pessoas querem dignidade: ônibus de qualidade, asfalto, vaga em creche, remédio no posto. É isso que a população espera”, afirmou.
Representando a oposição, a vereadora Luiza Ribeiro, líder do PT na Câmara, destacou que apontar problemas é uma obrigação democrática. Ela citou pesquisas que indicam alto índice de reprovação da gestão municipal e mencionou dificuldades enfrentadas pela população, como o transporte público deficitário e a falta de medicamentos na rede de saúde.
“Não podemos ser indiferentes à dor das pessoas. Essas questões são relevantes para a cidade”, afirmou.
Já pela base governista, o vereador Wilson Lands defendeu que governar exige decisões difíceis e que muitas vezes medidas corretas geram críticas. Ele apontou distorções históricas no rateio do ICMS e afirmou que ser base do governo significa propor, fiscalizar e contribuir para melhorar a vida da população.
Wilson destacou investimentos da prefeitura, como projetos de infraestrutura que devem levar asfalto a cerca de 40 bairros, além de avanços nas áreas de emprego e educação.
A prefeita Adriane Lopes participou da solenidade e afirmou que pretende deixar um legado de gestão. Reconheceu os desafios enfrentados e destacou que o avanço do Executivo depende da parceria com o Legislativo.
“Se o Executivo quer avançar, precisa da construção positiva da Câmara”, afirmou.
Adriane Lopes lembrou que 2025 foi um ano de ajustes duros, com cortes de salários, redução de custeio e diminuição do número de servidores, mas afirmou que o compromisso para os próximos anos é ampliar as entregas. Entre as metas citadas estão o asfalto em 40 bairros, a redução da fila de espera nas escolas infantis e ações permanentes de tapa-buraco.
A prefeita entregou aos vereadores o Relatório de Atividades de 2025, detalhando ações da administração municipal.
A solenidade contou ainda com representantes da bancada federal, do Governo do Estado, da Defensoria Pública e secretários municipais.
O deputado federal Dagoberto Nogueira destacou a importância da responsabilidade política e citou recursos destinados a Campo Grande, como a emenda para o viaduto da Coca-Cola, na Avenida Gury Marques, obra estimada em R$ 90 milhões. Ele também mencionou a previsão de R$ 100 milhões para tapa-buraco e recapeamento e R$ 60 milhões para habitação.
Representando o Governo do Estado, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Junior, ressaltou o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul, com PIB de 13,4%, quatro vezes acima da média nacional. Ele destacou a importância das parcerias para transformar a qualidade de vida da população e reafirmou o apoio do Estado a Campo Grande, inclusive em áreas sensíveis como transporte e saúde, citando a Santa Casa.
A Câmara Municipal de Campo Grande realiza nesta terça-feira (3) a primeira Sessão Ordinária de 2026, quando serão votados dois projetos de lei e analisado o veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar nº 1.016/26, que suspende os efeitos do Decreto nº 16.402/2025 e impede o aumento da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares para o exercício de 2026.
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