Política / Justiça
Toffoli retira sigilo de depoimentos no inquérito que apura fraudes bilionárias no Banco Master
Oitivas de Daniel Vorcaro e de ex-presidente do BRB passam a ser públicas após pedido do Banco Central
29/01/2026
18:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (29) retirar o sigilo dos depoimentos prestados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, no inquérito que investiga fraudes bilionárias no sistema financeiro.
As oitivas tornadas públicas foram realizadas no dia 30 de dezembro do ano passado, durante diligências conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A decisão de Toffoli ocorreu após o Banco Central solicitar acesso ao depoimento de Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização da autarquia, que também foi ouvido no curso das investigações. Com isso, o ministro determinou a retirada do sigilo das oitivas relacionadas ao caso.
Em dezembro do ano passado, Dias Toffoli decidiu que o inquérito envolvendo o Banco Master deveria tramitar no STF, e não na Justiça Federal em Brasília. A decisão foi tomada após a citação de um deputado federal nas investigações, o que atrai a competência da Corte em razão do foro por prerrogativa de função.
O caso teve como marco a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025. A ação investiga um suposto esquema de concessão de créditos falsos pelo Banco Master, além de irregularidades relacionadas à tentativa de compra da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.
De acordo com as apurações, o volume das fraudes pode chegar a R$ 17 bilhões, tornando o caso um dos maiores já investigados no setor financeiro brasileiro.
Além de Daniel Vorcaro, também são investigados:
Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master
Alberto Feliz de Oliveira, ex-diretor
Angelo Antonio Ribeiro da Silva, ex-diretor
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição
As investigações seguem sob a supervisão do STF, com atuação conjunta da PF, da PGR e de órgãos de controle do sistema financeiro.
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