Campo Grande (MS), Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026

Ampla Visão

Bônus e ônus da classe política

Entre vaidades, contradições e bastidores do poder, a política expõe seus privilégios, seus custos e as manobras que moldam o presente e o futuro eleitoral do país.

29/01/2026

19:15

MANOEL AFONSO

BÔNUS

Ou, custos e benefícios que a classe política está sujeita seduzida do poder. A visibilidade massageia o ego, eleva o status, proporciona relações que proporcionam vantagens e prestígio favorecendo amigos e parentes. São raros os casos em que o político deixa o cargo e a política por se sentir desconfortável. Conhece algum?

ÔNUS

O outro lado do poder. Devido ao excesso de exposição pública os políticos são reféns do sistema e às vezes até fragilizam suas relações familiares. A priori não podem errar, seus atos vigiados, perdem a privacidade em todas situações. É o preço, às vezes alto que os políticos pagam. Mas, a maioria oceânica deles aceitam o desafio.


NOVIDADES?

Eduardo Riedel interioriza a gestão com lançamentos e inaugurações de obras.
Barbosinha e Jaime Verruck deixam o PSD, rumo respectivamente ao Republicanos e PP.
O primeiro prepara-se para a reeleição com Riedel e o segundo disputará a Câmara Federal pelo PP, ao lado de Waltinho Carneiro e Luiz Ovando.
Até 4 de abril, muita coisa deve acontecer.


QUESTÕES

Na escolha dos dois senadores há dúvidas: prevalecerá a ideologia partidária – pura e simples – ou pesarão os perfis dos postulantes?
Contar aposta no primeiro critério, enquanto Reinaldo e Nelsinho apostam as fichas na segunda opção.
O programa eleitoral deve ser um componente importante para o eleitor se decidir.


‘CHUTES’

Os dados e números nos discursos de Ciro Gomes sem sustentação.
Lula é outro ‘inventor’ de fatos. Disse que a nossa primeira universidade data de 1920, mas Rui Barbosa se formou em 1870 pela Faculdade de São Paulo.
E em 1810 já havia as faculdades de Medicina de Salvador, Engenharia do Rio e de Minas em Ouro Preto.


ESCROTO

O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi marcou pela falta de respeito, gafes, piadas e termos chulos ao se conectar com o público.
Chamou Barack Obama de “jovem, bonito e bronzeado”.
Em outra ocasião pulou de trás de um monumento e gritou “cucu” (esconde-esconde) para a ex-chanceler alemã Ângela Merkel.


FANFARRÃO

Hugo Chávez usava o humor para atacar adversários e se comunicar com apoiadores.
Chegou ao cúmulo de apelidar Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, de “Condolência”, referindo-se a ela como “menininha”, acompanhado de gestos irônicos como mandar beijos em seus programas de TV.


DANÇOU

Senador, Collor convidou o colega malufista Júlio Campos (MT) para ser seu candidato a vice-presidente.
Ele recusou e indicou a deputada Maria Kubitschek, que também disse não.
Presente, dona Sara Kubitschek sugeriu o senador Itamar Franco, que aceitou no ato.
Quem conta é o próprio Julinho, admitindo: “fiquei chupando o dedo”.


A PROPÓSITO

Complicada a situação dos irmãos Júlio Campos (deputado estadual) e Jaime Campos (senador).
O governador Mauro Mendes quer o Senado, apoia seu vice Otávio Pivetta (RP) ao governo e o senador Wellington Fagundes (PL) é o concorrente mais forte.
Júlio até se reelegeria, mas Jaime precisa costurar acordos para sobreviver.
A Família Campos está na política há 60 anos.


SEM NOÇÃO

Em 1994, Valdemar da Costa Neto (ele!) estava no camarote dos bicheiros no carnaval do Rio, onde Itamar Franco era o convidado de honra.
Em seguida, Lilia Ramos, após posar para a Playboy e desfilar com os seios à mostra na Viradouro, é saudada com beijinhos por Itamar — e deu no que deu.
Manchete na República e lá fora.


GOZADOR

Ronald Reagan fazia piadas sobre o atraso dos russos.
Uma de 1988:
“Na Rússia o cidadão vai à revenda comprar um carro OK e o vendedor diz: ‘Em 10 anos você vem buscar seu carro’.
‘De manhã ou à tarde?’
‘Que diferença faz?’
‘É que de manhã, nessa data, está agendada a visita do encanador à empresa’”.


INCOERÊNCIA

Nunca Lula tentou interferir pela libertação dos presos políticos nos governos de Chávez e Maduro.
Logo ele que prega liberdade e direitos humanos por aí.
Essa reclamação ouvi de um marceneiro venezuelano, hoje repositor em um supermercado de Campo Grande.
O que os petistas têm a dizer sobre o fato?


‘CAMARADA’

Nicolae Ceaușescu, comunista. Mandou por 24 anos na Romênia.
O povo com fome e ele construiu um palácio de 80 quartos, 12 andares acima do solo e 8 subterrâneos, com abrigo nuclear.
Para isso deslocou 60 mil pessoas da área.
Ele e a mulher foram presos pelo povo e executados no Natal de 1989.


ATRITAR? JAMAIS!

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), antes atuante em defesa da sociedade, simplesmente saiu de cena neste escândalo do Banco Master, respingando no STF e no Governo.
Os dirigentes priorizam preservar relações com o Judiciário.
Ora! Onde existem crimes sem criminosos, todos acabam suspeitos.
O que diria Ruy Barbosa!?


LEWANDOWSKI

Não leu Sócrates, Platão e Aristóteles sobre ética.
As notícias envolvendo recebimento de dinheiro do Banco Master quando era Ministro da Justiça são graves e precisam ser apuradas.
Sua saída abrupta deixou pegadas escabrosas.
O caso remete ao programa de Silvio Santos: “Quem Quer Dinheiro?!”


NO BRASIL

Falta gente para trabalhar. Sobram vagas na capital.
Sorte dos haitianos e venezuelanos.
Temos 40 mil com carteira assinada, aposentados, pensionistas e 50 mil vivendo com Bolsa Família e outros programas sociais.
Com fins eleitorais, o Governo mantém esse curral que trará problemas no futuro.
Só os idiotas não enxergam.


UMA EPOPEIA

Produtores rurais reclamam da dificuldade em contratar funcionários.
Mesmo com bons salários, habitação confortável (internet e celular), não é fácil segurar trabalhadores na soja, pecuária e extração do látex.
O sonho segue sendo a cidade grande.
Baita ilusão!


BARBÁRIE

Quem depende do INSS sofre.
Só em Mato Grosso do Sul, no final de 2025, cerca de 41.775 pessoas estavam na fila de espera por benefícios.
No país, a fila chega a 41,7 mil.
Sai governo, entra governo e nada muda.
O INSS lembra um circo de horrores.


PONTO FINAL

Na política, a vingança, (não a esperança), é a última que morre.


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