Campo Grande (MS), Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026

Saúde / Bem-Estar

Verão e calor intenso elevam risco de infecções oculares, alerta especialista

Piscinas, praias e hábitos comuns da estação favorecem a transmissão de doenças nos olhos

26/01/2026

09:15

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

As altas temperaturas do verão, associadas ao uso frequente de piscinas, praias e atividades ao ar livre, aumentam significativamente o risco de infecções oculares. O calor, a umidade e o contato com água potencialmente contaminada criam um ambiente propício para a proliferação de vírus, bactérias e agentes irritantes, exigindo atenção redobrada com a saúde dos olhos.

Segundo Alexandre Magalhães, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte, as ocorrências mais comuns nesta época do ano incluem conjuntivite viral, conjuntivite bacteriana, ceratite e blefarite. “O calor e a umidade favorecem a multiplicação de micro-organismos, aumentando o risco de inflamações e infecções oculares”, explica.

Tipos de conjuntivite e sintomas

A conjuntivite, uma das infecções mais frequentes no verão, apresenta características distintas conforme a causa:

  • Alérgica: não é contagiosa; provoca coceira intensa e vermelhidão;

  • Viral: altamente transmissível; causa lacrimejamento intenso e secreção clara;

  • Bacteriana: também contagiosa; costuma gerar secreção amarelada e sensação de corpo estranho nos olhos.

Piscinas e praias exigem cuidados

Ambientes aquáticos demandam atenção especial. “Piscinas sem tratamento adequado e água do mar contaminada são fatores de risco importantes”, alerta o médico. O contato direto dos olhos com água contaminada facilita a entrada de agentes infecciosos, sobretudo quando a pessoa abre os olhos debaixo d’água ou permanece por longos períodos submersa.

Sinais de alerta e riscos da automedicação

Os primeiros sinais de infecção costumam ser claros e não devem ser ignorados: olhos vermelhos, dor ocular, secreção, sensibilidade à luz e visão embaçada. O oftalmologista chama atenção para a automedicação. “Usar colírios ou medicamentos inadequados pode agravar o quadro e atrasar o tratamento correto”, afirma.

Prevenção: hábitos simples fazem diferença

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

  • Usar óculos de mergulho, que funcionam como barreira de proteção;

  • Lavar as mãos com frequência e evitar coçar os olhos;

  • Higienizar corretamente lentes de contato e evitar usá-las no mar ou na piscina.

Para usuários de lentes, o cuidado deve ser redobrado. “O uso de lentes aumenta o risco de infecção no verão; a higiene é essencial”, orienta o especialista.

Quando procurar o médico

A recomendação é buscar atendimento especializado se os sintomas persistirem por mais de dois dias. Em crianças, os cuidados precisam ser reforçados, já que costumam ficar mais tempo expostas ao sol e à água durante as férias.

“Qualquer irritação ocular persistente deve ser avaliada por um oftalmologista”, conclui Alexandre Magalhães, do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte.


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