Política / Segurança Pública
Nelsinho Trad afirma que combate às facções será foco do debate sobre a PEC da Segurança no Senado
Proposta já foi aprovada na Câmara e agora será analisada pelo plenário do Senado Federal
16/03/2026
09:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Senado Federal deve analisar nos próximos dias a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, iniciativa do Poder Executivo que pretende reforçar a atuação integrada no combate ao crime organizado no país. Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o enfrentamento às facções criminosas será o principal ponto das discussões na Casa.
Segundo o parlamentar, o texto busca endurecer a legislação contra organizações criminosas e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.
“Os pontos de endurecer a legislação contra o crime organizado e facções criminosas serão o centro dos debates”, afirmou o senador.
Nelsinho Trad destacou que Mato Grosso do Sul possui características estratégicas na segurança nacional, por fazer fronteira com Paraguai e Bolívia, o que exige atenção redobrada das autoridades.
“Não podemos nem devemos vacilar. Estamos na fronteira com Paraguai e Bolívia e tudo que vier para oferecer mais segurança à sociedade terá nosso apoio”, declarou.
A proposta já foi analisada pela Câmara dos Deputados, onde entrou em pauta no dia 4 de março e recebeu apoio unânime da bancada federal de Mato Grosso do Sul, composta por oito parlamentares.
Votaram favoravelmente ao texto:
Vander Loubet (PT)
Dagoberto Nogueira (PSDB)
Camila Jara (PT)
Luiz Ovando (PP)
Rodolfo Nogueira (PL)
Geraldo Resende (PSDB)
Marcos Pollon (PL)
Beto Pereira (PSDB)
A PEC propõe ajustes nas competências da União, dos estados e dos municípios no enfrentamento ao crime organizado, com o objetivo de fortalecer a segurança pública nacional.
Entre os pontos previstos no texto está o reforço no financiamento das ações de segurança, que passará a contar com recursos do:
Fundo Nacional de Segurança Pública
Fundo Penitenciário Nacional
Pela proposta, a União deverá repassar 50% dos recursos desses fundos para estados e municípios, ampliando a capacidade de investimento em policiamento, investigação e sistema prisional.
O texto também estabelece novas fontes de financiamento para a área de segurança, incluindo:
valores arrecadados com apostas de quota fixa;
bens apreendidos em atividades ilegais relacionadas a apostas;
recursos provenientes do Fundo Social.
Os fundos só poderão ser contingenciados caso a arrecadação federal fique abaixo da previsão orçamentária, garantindo maior estabilidade no financiamento das políticas de segurança.
No Senado, a PEC será analisada e votada em plenário. Caso o texto seja aprovado pelos senadores, a proposta será promulgada diretamente pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial, como ocorre com todas as emendas constitucionais.
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