Política / Legislativo
Zé Teixeira denuncia falta de combustível em aldeias de Dourados e relata apoio direto a indígenas
Deputado afirma custear transporte e exames diante de falhas no atendimento durante surto de chikungunya
17/03/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Zé Teixeira (PSDB) denunciou, na sessão desta terça-feira (17), a falta de combustível para o transporte de indígenas nas aldeias de Dourados, em meio ao aumento de casos de chikungunya e dengue na região. Segundo o parlamentar, a ausência de suporte público tem comprometido o acesso da população indígena a atendimentos de saúde.
Durante pronunciamento na tribuna, o deputado afirmou que tem custeado, há mais de cinco dias, o abastecimento de veículos utilizados para levar indígenas até unidades de saúde, além de arcar com exames para diagnóstico da doença.
“Estou fornecendo gasolina para o transporte e pagando exames para identificar casos de chikungunya e garantir o tratamento necessário, diante do mau funcionamento da secretaria responsável”, declarou Zé Teixeira.
O parlamentar também relatou que buscou apoio para melhorias emergenciais nas estradas das reservas, incluindo serviços de cascalhamento e compactação, a fim de facilitar o deslocamento dos moradores.
De acordo com boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado na última sexta-feira (13), a Reserva Indígena de Dourados já registrou três mortes por chikungunya em duas semanas. Entre as vítimas estão um bebê de três meses, um idoso de 73 anos e uma mulher de 69 anos, o que evidencia a gravidade da situação sanitária na região.
Além da denúncia sobre a saúde indígena, Zé Teixeira também criticou a distribuição de recursos entre União, Estado e municípios, apontando desequilíbrios no financiamento de serviços essenciais, como o transporte escolar.
Como exemplo, citou o caso de Nova Alvorada do Sul, onde, segundo ele, o município arca com a maior parte dos custos. De acordo com os dados apresentados, a despesa anual com transporte escolar chega a cerca de R$ 2,17 milhões, enquanto os repasses somam aproximadamente R$ 400 mil, sendo R$ 100 mil do Governo Federal, R$ 100 mil adicionais e R$ 200 mil do Governo do Estado.
O deputado afirmou que o modelo atual concentra arrecadação nos níveis estadual e federal, enquanto as despesas permanecem nos municípios, gerando dependência financeira.
“Os municípios ficam responsáveis pelas despesas, enquanto a arrecadação é centralizada. Isso obriga prefeitos a buscar recursos constantemente, o que precisa ser revisto, especialmente diante da Reforma Tributária”, criticou.
As declarações reforçam o debate sobre a eficiência da gestão pública em áreas sensíveis, como saúde indígena e educação, além de reacender discussões sobre o modelo de distribuição de recursos no país.
A situação nas aldeias de Dourados segue sob atenção das autoridades, diante do avanço das arboviroses e das dificuldades logísticas enfrentadas pelas comunidades.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Defesa de Lulinha sinaliza colaboração ao STF e busca evitar medidas cautelares em investigação do INSS
Leia Mais
PF deflagra operação nacional contra crimes digitais e cumpre mais de 30 mandados em 18 estados
Leia Mais
Geraldo Resende e Dagoberto confirmam permanência no PSDB após articulação de Riedel e Reinaldo
Leia Mais
Assembleia aprova Cadastro Positivo do ICMS para premiar empresas adimplentes em Mato Grosso do Sul
Municípios