Saúde Pública
Riedel projeta quatro hospitais de MS entre os 100 melhores do SUS em até três anos
Governador associa meta à mudança no modelo de gestão, com terceirização e foco em produtividade e qualidade
23/01/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que Mato Grosso do Sul poderá ter quatro hospitais entre os 100 melhores do Brasil pelo SUS em um prazo de até três anos. A meta, segundo ele, está diretamente ligada à mudança no modelo de gestão hospitalar, com adoção de parcerias e terceirização da administração das unidades de saúde.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (23), durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Rádio Capital 95. Riedel destacou que, independentemente da esfera administrativa, o cidadão espera resultado na ponta do atendimento.
“O cidadão que está na ponta não quer nem saber se é municipal, estadual ou federal. Ele quer atendimento, qualidade e dignidade”, afirmou.
A avaliação ocorre após a divulgação, em 7 de janeiro, de um levantamento nacional inédito com os 100 melhores hospitais do SUS. Com unidades de Três Lagoas e Ponta Porã na lista, Mato Grosso do Sul alcançou a 16ª posição no ranking nacional. O estado de São Paulo liderou, concentrando cerca de 30% das unidades bem avaliadas.
Riedel ressaltou que o desempenho é proporcional à população do Estado e está relacionado às mudanças implementadas na gestão.
“Dos 100 melhores hospitais do Brasil, dois são daqui. Mato Grosso do Sul tem 1,5% da população e 2% dos melhores hospitais. E não por acaso, são hospitais onde mudamos o modelo de gestão”, destacou.
Segundo o governador, a mesma estratégia já está em curso em outras regiões, como Dourados, e será expandida para novas unidades.
“As pessoas me criticaram muito. Isso está acontecendo com o Regional e aconteceu com Dourados. Daqui a dois anos não vão ser dois, vão ser quatro. Garanto que, em três anos, serão quatro entre os 100 melhores”, afirmou.
Riedel reforçou que a terceirização da gestão não representa oposição ao Sistema Único de Saúde, mas sim uma mudança de conceito administrativo.
“É a mesma quantidade de dinheiro, mas com entrega de qualidade, respeito, dignidade, bom atendimento, exames e menos filas”, disse, defendendo que o financiamento esteja atrelado à produtividade e à eficiência da gestão.
Sobre o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, o governador afirmou que a unidade passará por uma transformação estrutural e assistencial. O plano prevê:
Ampliação de 63% no número de leitos;
Construção de um novo prédio;
Reforma em modelo retrofit, preservando a arquitetura original;
Adoção do mesmo padrão de gestão aplicado em Três Lagoas, Dourados e Ponta Porã.
“É uma mudança conceitual muito grande. É assim que devemos caminhar na saúde”, afirmou.
Atualmente, o HRMS está em processo de transição para um novo modelo de gestão, com terceirização da administração por meio de Organização Social. O governo estadual afirma que o atendimento seguirá 100% pelo SUS, com implementação gradual, acompanhando a expansão da estrutura física.
O levantamento nacional servirá de base para uma nova fase da avaliação. Em maio, será divulgada a lista dos dez melhores hospitais do SUS no país, extraída do ranking dos 100 melhores.
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