Saúde / Ciência
MS realiza primeira cirurgia com polilaminina, proteína experimental para recuperação de movimentos após lesão medular
Procedimento ocorreu no Hospital Militar de Campo Grande; paciente é o 13º no Brasil a receber o tratamento por decisão judicial
21/01/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Mato Grosso do Sul entrou para o cenário nacional da pesquisa em terapias inovadoras nesta quarta-feira (21) com a realização da primeira cirurgia utilizando polilaminina no estado. O procedimento foi feito no Hospital Militar de Área de Campo Grande e marca um avanço relevante no tratamento experimental de lesões na medula espinhal.
O paciente submetido à cirurgia tornou-se o 13º no Brasil a receber a aplicação da proteína e conseguiu participar do tratamento por meio de decisão judicial, já que o método ainda está em fase de estudos clínicos.
A polilaminina é uma proteína derivada da placenta humana, produzida em laboratório como uma versão da laminina, substância essencial no desenvolvimento embrionário e na conexão entre neurônios. A expectativa dos pesquisadores é que, ao ser aplicada diretamente no local da lesão medular, a proteína estimule a formação de novas conexões nervosas, possibilitando a recuperação parcial de movimentos.
O procedimento realizado em Campo Grande contou com a participação de médicos pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição que estuda a polilaminina há mais de duas décadas.
No início de janeiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciaram oficialmente o início do estudo clínico de fase 1, voltado à avaliação da segurança do uso da polilaminina no tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM).
Nesta etapa inicial, o estudo envolve cinco voluntários, com idades entre 18 e 72 anos. Todos os participantes são monitorados de forma contínua, com registro detalhado de eventuais efeitos colaterais, inclusive os considerados leves.
Embora os resultados ainda dependam das próximas fases do estudo, pesquisadores apontam que a polilaminina pode representar um novo caminho terapêutico para pacientes com lesões graves na medula espinhal, área historicamente marcada por opções limitadas de tratamento.
Especialistas ressaltam, no entanto, que se trata de uma pesquisa experimental, e que a eficácia clínica só poderá ser confirmada após a conclusão de todas as etapas previstas nos protocolos científicos e regulatórios.
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