Política / Eleições 2026
Bolsonarismo se articula fora do PL e já tem caminho partidário para disputar o Governo de MS em 2026
Marcos Pollon avança com o Novo, enquanto João Henrique Catan busca alternativa partidária fora do PL
08/01/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©FOTOMONTAGEM
O grupo bolsonarista que articula uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso do Sul já encontrou caminhos partidários para viabilizar a disputa nas eleições de outubro de 2026, caso decida enfrentar o atual governador Eduardo Riedel (PP).
Os deputados Marcos Pollon e João Henrique Catan, ambos filiados ao PL, manifestaram publicamente insatisfação com a decisão do partido de apoiar a reeleição de Riedel. Diante disso, os dois parlamentares defendem candidatura própria do campo bolsonarista, o que exigiria a saída do PL.
Na disputa interna, Marcos Pollon está em posição mais adiantada. O deputado federal já dialogou com o Partido Novo e recebeu sinalização positiva para disputar o governo estadual pela legenda.
O presidente estadual do Novo, Guto Scarpanti, confirmou que há alinhamento entre os diretórios estadual e nacional para viabilizar a candidatura de Pollon ao Executivo sul-mato-grossense.
Já João Henrique Catan, deputado estadual e oposição declarada ao governo Riedel, segue em busca de uma legenda. Ele chegou a conversar com o Partido Novo, mas foi informado de que a vaga já estaria reservada para Pollon.
Após isso, Catan iniciou tratativas com o PSD, avaliando a possibilidade de concorrer pela sigla. Outra alternativa em análise é o PRD, atualmente presidido em Mato Grosso do Sul pelo ex-senador Delcídio do Amaral.
Delcídio confirmou que pretende conversar com Catan e afirmou que há espaço no partido para candidaturas majoritárias, inclusive ao Governo do Estado.
Pollon e Catan foram os únicos parlamentares do PL que externaram descontentamento com a condução do partido em Mato Grosso do Sul, hoje sob o comando do ex-governador Reinaldo Azambuja.
Pollon, inclusive, lançou sua pré-candidatura ao Governo do Estado um dia após Reinaldo assumir a presidência estadual do PL. Já João Henrique Catan não participou da posse de Reinaldo, manteve postura crítica à direção partidária e reafirmou, no fim do ano passado, à reportagem, que pretende disputar o comando do Executivo estadual.
O cenário indica que o bolsonarismo em Mato Grosso do Sul caminha para fragmentação partidária, mas com nomes e legendas já posicionados para garantir presença na disputa pelo governo em 2026.
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