Política Internacional
Governo venezuelano afirma que ataque dos EUA causou pelo menos 100 mortos
Autoridades de Caracas relatam vítimas entre militares venezuelanos e cubanos após ofensiva que resultou na captura de Nicolás Maduro
08/01/2026
08:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O governo da Venezuela declarou que o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela deixou pelo menos 100 mortos, informou nesta quarta-feira (8) o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, durante um programa semanal exibido na televisão estatal.
Autoridades venezuelanas atribuíram as mortes à ofensiva que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro. O total inclui, segundo relatos oficiais, militares venezuelanos e integrantes das forças armadas de Cuba, que apoiavam a administração de Caracas.
“Até agora, e repito, até agora, há 100 mortos e um número semelhante de feridos. O ataque contra o nosso país foi terrível”, afirmou Cabello, ressaltando que o episódio representou um golpe para as forças de segurança leais ao governo deposto.
Segundo o relato oficial, a esposa de Maduro, Cilia Flores, sofreu um ferimento na cabeça e outros contusões pelo corpo, enquanto o ex-presidente teria sido atingido em uma das pernas. Ambos estariam se recuperando dos ferimentos decorrentes da ação.
As Forças Armadas da Venezuela divulgaram imagens de funerais de militares mortos durante a ofensiva, com caixões cobertos pela bandeira nacional, familiares emocionados e discursos que exaltam a bravura dos falecidos.
Informações preliminares de agências internacionais indicam que, além de venezuelanos, 32 militares cubanos morreram na operação, conforme confirmação prévia pelo governo de Cuba. Autoridades da ilha afirmaram que seus militares estavam destacados na Venezuela a pedido das autoridades locais quando foram mortos “em ações de combate”.
Outros números sugeridos por fontes jornalísticas apontavam um total menor de vítimas, mas a cifra de 100 mortos foi divulgada oficialmente pelo ministro Cabello nesta quarta-feira.
A ofensiva dos Estados Unidos, que começou no último sábado e resultou na captura de Maduro e de sua esposa, foi justificada por Washington como uma ação contra tráfico de drogas e outros crimes, mas tem sido objeto de debates internacionais sobre sua legalidade e impacto regional. Especialistas em direito internacional questionaram a operação sob a ótica das normas que regem o uso da força entre Estados-nação.
Com a prisão de Maduro, a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina da Venezuela com o apoio das Forças Armadas locais, enquanto Maduro e Flores enfrentam acusações de narcotráfico e outros crimes em um tribunal federal dos Estados Unidos, onde se declararam inocentes.
A situação gerou repercussão global, com reações que vão desde apoio à ação até forte condenação por parte de diversos países e organismos internacionais, que sinalizam preocupação com os princípios da soberania e do direito internacional.
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