Política / Justiça
PF diz que ida de Bolsonaro a hospital depende de autorização do STF
Ex-presidente sofreu queda na cela e teve diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve
06/01/2026
14:00
DA REDAÇÃO
A Polícia Federal informou, na tarde desta terça-feira (6/1), que não há indicação médica imediata para encaminhamento hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da PF em Brasília (DF), após sofrer ferimentos leves decorrentes de uma queda na cela. Segundo a corporação, qualquer eventual ida ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, a PF afirmou que Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar a queda durante a madrugada. A avaliação inicial indicou ferimentos leves, com recomendação de observação, sem necessidade de remoção hospitalar. Em atualização posterior, a corporação informou que atendeu a pedido do médico particular do ex-presidente para a realização de exames, mas esclareceu, por fim, que o deslocamento só pode ocorrer mediante autorização judicial.
Mais cedo, nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o marido iria ao hospital para exames. “Estamos indo para o hospital. Meu amor passará por exames. Pedimos que orem por ele”, escreveu. Até o momento, não há confirmação de autorização do STF para a saída.
O médico Cláudio Birolini, integrante da equipe que acompanha a saúde do ex-presidente, confirmou o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve. Segundo ele, quedas com traumatismo representam risco relevante diante do quadro clínico do paciente, motivo pelo qual a equipe vinha alertando para a necessidade de cautela.
De acordo com Michelle Bolsonaro, o ex-presidente caiu enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel da cela. Ela afirmou que o atendimento médico ocorreu apenas quando agentes foram chamá-lo para a visita.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
No período do Natal, o ex-presidente foi internado para cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, passou por procedimentos de bloqueio do nervo frênico para tratar soluços persistentes, apresentou alterações na pressão arterial e iniciou tratamento para apneia do sono.
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