Saúde
Hospital Unimed Campo Grande alerta para os sinais do AVC: agir rápido pode salvar vidas
No Dia Mundial de Combate ao AVC, neurologista reforça importância do atendimento imediato e prevenção com hábitos saudáveis
29/10/2025
12:30
DA REDAÇÃO
neurologista Dr. Gabriel Pereira Braga, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Unimed Campo Grande
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo. Ele ocorre quando o fluxo de sangue é interrompido no cérebro, privando as células de oxigênio. Quanto mais tempo demora o socorro, maior o risco de sequelas graves e permanentes.
De acordo com o neurologista Dr. Gabriel Pereira Braga, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Unimed Campo Grande, o AVC pode atingir todas as idades, mas tem crescido entre os mais jovens.
“O que chama atenção é o aumento dos casos entre pessoas economicamente ativas. Isso se deve, principalmente, à obesidade, ao mau controle de fatores de risco, ao consumo de álcool e drogas e ao uso de terapias hormonais sem orientação médica”, explica.
O AVC isquêmico é o mais comum, responsável por cerca de 85% dos casos. Ele ocorre quando uma artéria cerebral é bloqueada, impedindo a circulação sanguínea. Já o AVC hemorrágico resulta do rompimento de um vaso, provocando sangramento interno no cérebro.
“Cada tipo de AVC tem um tempo específico para tratamento. Quanto mais rápido o paciente for atendido, melhor o prognóstico e menores as chances de sequelas”, reforça Dr. Gabriel.
O Hospital Unimed Campo Grande possui estrutura completa e equipe multidisciplinar de emergência, com neurologistas e neurocirurgião disponíveis 24 horas. O atendimento segue protocolos reconhecidos pela ONA e pelo programa internacional Angels, que certifica hospitais com excelência em urgência neurológica.
Reconhecer os sintomas e agir rápido é essencial. Em caso de suspeita, acione imediatamente o serviço de emergência (SAMU – 192).
Os principais sinais incluem:
Fraqueza ou dormência em um lado do corpo;
Dificuldade para falar ou compreender o que é dito;
Alterações na visão;
Dor de cabeça súbita e intensa;
Tontura ou perda de equilíbrio.
“Muitas vezes, os sintomas são confundidos com epilepsia, infecção ou desmaio. Por isso, o reconhecimento rápido é fundamental para evitar sequelas e salvar vidas”, orienta o neurologista.
Entre os principais fatores que aumentam o risco de AVC estão hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, fibrilação atrial, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e transtornos como depressão e ansiedade.
O AVC pode ser prevenido com hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular.
As medidas mais eficazes incluem:
Reduzir o consumo de sal e alimentos ultraprocessados;
Praticar atividade física por 30 minutos, cinco vezes por semana;
Evitar álcool e cigarro;
Controlar doenças crônicas e seguir corretamente os tratamentos indicados.
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