Política Internacional
Trump avalia ampliar sanções via Lei Magnitsky contra STF e mira PF e PGR
Delegados da Polícia Federal e integrantes da Procuradoria-Geral da República podem perder vistos para os EUA; nova rodada amplia tensão diplomática
22/09/2025
20:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda aplicar novas sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). As medidas fazem parte da estratégia de retaliação iniciada após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Segundo fontes em Washington, a Casa Branca deve anunciar em breve a revogação dos vistos de entrada nos EUA de delegados da PF e de servidores da PGR que atuaram em investigações contra políticos e militantes de direita. O atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, já foi alvo da medida em julho e, mesmo com dupla cidadania, não pode recorrer ao passaporte português para entrar em território norte-americano.
Entre os nomes em discussão estão:
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
Fabio Shor, delegado responsável por inquéritos envolvendo bolsonaristas
Além das restrições de visto, Trump e assessores discutem ampliar a aplicação da Lei Magnitsky, mecanismo que impõe sanções financeiras e bloqueio de ativos a estrangeiros acusados pelos EUA de violações de direitos humanos ou corrupção.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, já foram incluídos na lista em julho e setembro, respectivamente. Agora, outros magistrados da Corte podem ser alvos em um processo que, segundo analistas, pode levar meses para se consolidar.
O novo pacote de punições mira autoridades ligadas a operações que resultaram na derrubada de perfis em redes sociais e na responsabilização de Bolsonaro. A medida é vista no Itamaraty como um agravamento da crise diplomática entre Brasil e EUA, em um momento em que Washington reforça o alinhamento com setores da direita brasileira.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Um mês após transferência para a Papudinha, Bolsonaro mantém articulação política de dentro da prisão
Leia Mais
Radares com Inteligência Artificial registram mais de 20 mil infrações em cinco meses no Brasil
Leia Mais
Relatório da PF aponta repasses de R$ 35 milhões ligados a resort que teve Toffoli como sócio
Leia Mais
Processo seletivo do Governo de MS oferece 14 vagas com salários de R$ 5,5 mil; inscrições terminam dia 18
Municípios