Esportes / Justiça
CBF recorre ao STF para manter Ednaldo Rodrigues na presidência e evitar sanções da Fifa
Entidade contesta decisão da Justiça do Rio que apontou assinatura falsa e destituiu diretoria; Seleção corre risco de ficar fora de competições internacionais
16/05/2025
14:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (16) para tentar reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que afastou Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade. A CBF alerta que a mudança, se mantida, pode causar sanções da Fifa e da Conmebol, incluindo o risco de exclusão da Seleção Brasileira de torneios internacionais.
A decisão do TJ-RJ considerou nulo o acordo firmado em janeiro que garantiu a permanência de Ednaldo na presidência. Segundo o tribunal, há suspeita de falsificação na assinatura do Coronel Nunes, então vice da entidade e um dos signatários do documento. Com isso, toda a diretoria foi destituída.
No recurso enviado ao STF, os advogados de Ednaldo Rodrigues afirmam que a decisão do TJ-RJ é uma “afronta direta à Constituição” e que foi tomada sem provas concretas, baseando-se apenas em “presunção pessoal” do desembargador. A petição solicita medidas urgentes para suspender os efeitos da decisão e restabelecer o comando atual da entidade.
O pedido será analisado pelo ministro Gilmar Mendes, que já havia concedido liminar anterior permitindo que Ednaldo permanecesse no cargo. No entanto, desentendimentos recentes entre o magistrado e o presidente da CBF podem influenciar no julgamento, segundo fontes ligadas ao STF.
Com a destituição da diretoria, Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, foi anunciado como presidente interino da CBF. Ele afirmou que novas eleições serão convocadas em breve. A defesa de Ednaldo contesta a nomeação e a considera “ilegal”, sugerindo o nome de Hélio Menezes, o diretor mais antigo da entidade, como alternativa legítima.
A CBF alerta no recurso que a Fifa e a Conmebol não aceitam interferência do Judiciário local na gestão das entidades esportivas, o que pode gerar sanções severas. Entre as punições possíveis está a suspensão da Seleção Brasileira de competições oficiais, como as Eliminatórias da Copa e a própria Copa do Mundo.
A crise jurídica ocorre na mesma semana em que a CBF anunciou Carlo Ancelotti, atual técnico do Real Madrid, como futuro comandante da Seleção Brasileira, o que aumentou ainda mais a repercussão do caso nos bastidores do futebol internacional.
O STF deve retomar no dia 28 de maio o julgamento sobre a validade do acordo firmado entre o Ministério Público e a CBF, que viabilizou a eleição de Ednaldo Rodrigues. A decisão será determinante para o futuro da presidência da entidade e da própria Seleção Brasileira no cenário internacional.
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