Interior / Paranhos
Eleição suplementar em Paranhos: Hélio Acosta disputa cargo de prefeito com Dr. Jorge (PT) que aposta em recurso no TSE para validar candidatura
Hélio Acosta busca se manter no cargo após mandato interino; Dr. Jorge concorre sob judice e aguarda decisão da Justiça Eleitoral
06/04/2025
09:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Os eleitores de Paranhos, município localizado na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, voltam às urnas neste domingo (6) em uma eleição suplementar marcada por disputas judiciais, tensões políticas e reviravoltas de campanha. O novo pleito foi convocado após a cassação do registro do prefeito eleito em 2024, Heliomar Klabunde (MDB), por irregularidades em contas públicas.
Desde 1º de janeiro de 2025, a prefeitura vem sendo comandada interinamente por Hélio Acosta (PSDB), presidente da Câmara Municipal e agora candidato à reeleição. Ele disputa o cargo contra Jorge Ricardo Laurício (PT), conhecido como Dr. Jorge, que concorre sob judice, após ter o registro indeferido pelo TRE-MS.
Ao chegar para votar, acompanhado da esposa, Hélio Acosta disse estar confiante na vitória e no reconhecimento de seu trabalho como gestor interino.
“Eu sou paranhense nato e gosto muito daqui. Nossa prioridade é melhorar a saúde, principalmente em relação a especialidades médicas”, afirmou o candidato do PSDB.
Acosta lidera a chapa Unidos por Paranhos, ao lado do candidato a vice-prefeito Alfredo Soares (MDB). Caso vença, permanece no Executivo municipal até o fim do mandato.
Do outro lado, Dr. Jorge (PT) compareceu ao local de votação na Escola Municipal Dr. Mitsuro Saito pela manhã, também acompanhado da esposa. Mesmo com a decisão desfavorável do TRE-MS, que rejeitou sua candidatura por registro fora do prazo, ele afirmou estar otimista.
“Vamos entrar com recurso e reverter isso em Brasília. Fizemos uma campanha limpa e queremos ver Paranhos crescer com mudança e desenvolvimento”, declarou.
A candidatura petista é parte da chapa Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), tendo como vice Doutor Vicente (PT). Caso a chapa seja eleita, e o TSE valide o registro, Dr. Jorge poderá assumir o cargo. Caso contrário, os votos poderão ser anulados.
O recurso da chapa petista será julgado em instância superior no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o TSE, caso o recurso seja negado com decisão definitiva (trânsito em julgado), os votos da chapa serão anulados, podendo levar a uma nova eleição suplementar.
“Os votos são contabilizados como válidos enquanto o caso estiver sob análise. Se a decisão final for desfavorável, haverá nova convocação para escolha de prefeito”, informou a Justiça Eleitoral.
A campanha foi marcada por denúncias e acusações entre os dois lados. O PT chegou a solicitar intervenção da Força Nacional, acusando o candidato Hélio Acosta de coagir comunidades indígenas. Já o tucano registrou boletim de ocorrência alegando disseminação de fake news por parte dos adversários.
Apesar dos episódios, ambos os candidatos disseram esperar um pleito tranquilo neste domingo.
A nova eleição foi convocada após o TSE cassar o registro de Heliomar Klabunde (MDB), eleito em 2024, por irregularidades em sua gestão anterior. A medida foi formalizada pela Resolução n° 853/2025, assinada em 21 de fevereiro pelo presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar.
Com a vacância do cargo, o então presidente da Câmara, Hélio Acosta, assumiu a prefeitura de forma interina.
Segundo a 1ª Zona Eleitoral, Paranhos tem 9.366 eleitores aptos, distribuídos em 30 seções eleitorais. Dos cinco locais de votação, três estão situados em áreas indígenas ou assentamentos rurais, o que reforça o peso do voto rural e das comunidades tradicionais na definição do resultado.
A apuração deve ser concluída até as 18h (horário local). Os votos atribuídos à chapa petista só serão considerados válidos caso o TSE julgue favoravelmente o recurso em tempo hábil.
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