EDUCAÇÃO
Em Brasília, reitor da UEMS participa da entrega do Prêmio Darcy Ribeiro, que reconheceu o trabalho da Universidade da Maturidade
O Projeto de Extensão, é desenvolvido desde 2006 pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e tem a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) como parceira
25/10/2023
09:35
ASSECOM
KATIUSCIA FERNANDES
©DIVULGAÇÃO
O reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Laércio de Carvalho, prestigiou a cerimônia de entrega do Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2023, em que a Universidade da Maturidade (UMA), desenvolvida pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em parceria com a UEMS, foi uma das três vencedoras da edição 2023. A cerimônia foi realizada nesta terça-feira, 24, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Neste ano, o reconhecimento, que é concedido pela Comissão de Educação e pela Mesa Diretora da Câmara a indivíduos ou entidades que defendam e promovam a educação no Brasil, premiou além da Universidade da Maturidade (UMA), o Governo do Estado do Alagoas e a Escola Especial Favo de Mel, do Rio de Janeiro.
O reitor da UEMS parabenizou o UFT pela proposta e disse sentir-se orgulhoso por poder, enquanto UEMS, ser parceiro de uma tecnologia de inovação social que promove a formação de educadores político-sociais para o Envelhecimento Humano. “Essa premiação, esse reconhecimento é prova de que a UMA realmente tem o potencial de impactar de forma positiva, não só na vida destes idosos, mas também de seus familiares e de todos a sua volta. Esses alunos serão formadores em seus lares, bairros e até outros municípios, e isso é garantia de um envelhecimento com um pouco mais de qualidade de vida”, concluiu Laércio.
O projeto foi concebido pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em 2006 e, desde 2022, por meio de parceria, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) – Unidade Universitária de Campo Grande, atua com um projeto de Extensão com o objetivo de replicar o conceito trabalhado pela UFT, cuja coordenação é exercida pela profa. Dra. Neila Osório.
Logo após a cerimônia, em entrevista à imprensa, Neila Osório falou sobre como a proposta também interfere positivamente nos quadros profissionais de graduação e mestrado. “Com o programa intergeracional de tecnologia social UMA você faz verticalização curricular com práticas sociais educacionais formacionais extensionistas e de pesquisa. É isso um processo formativo de novos quadros profissionais na graduação no mestrado no doutorado e no estágio pós doutoral. Um exemplo de Hub de inovação”, concluiu a Drª.
Já o coordenador nacional da UMA, Luiz Sinésio Neto, expressou sua alegria ao ver o projeto tocantinense sendo reconhecido a nível nacional. “Esse prêmio representa a força, a coragem, a determinação e a importância da integração social, da mobilização social, da tecnologia social da Universidade da Maturidade nessa experiência há 17 anos. Esse reconhecimento reforça e dá esperança de continuarmos trilhando os caminhos delineados com muito carinho, com muita emoção, de forma afetiva, técnica, humanista, pensando que a educação é um direito de todas as idades incluindo as pessoas idosas”, afirmou.
Além dos coordenadores da UMA, Dra. Neila Osório e Dr. Luiz Sinésio, do reitor Laércio de Carvalho e dos acadêmicos, o evento reuniu os senadores Eduardo Gomes, Soraya Thronicke e Dorinha Seabra Rezende; deputados federais e estaduais, o governador do Tocantins Wanderlei Barbosa e o vice-governador Laurez Moreira e também representantes do poder judiciário.
A indicação da UMA foi feita pelo deputado federal Ricardo Ayres, titular da Comissão de Educação, que vê na Universidade da Maturidade uma alternativa para os adultos que a sociedade brasileira excluiu, em uma fase da vida que possuem experiência acumulada e sabedoria.
Dentre os itens avaliados estão a clareza dos objetivos da UMA, a organização do conteúdo, a carga horária, os professores, a coordenação, entre outros.
Darcy Ribeiro
Darcy Ribeiro foi antropólogo, sociólogo, professor, escritor, indigenista e político – uma das mentes mais brilhantes de nosso país. No início de sua carreira, enquanto antropólogo, dedicou-se a estudar a cultura indígena, tendo prestado serviços como indigenista ao Serviço de Proteção ao Índio. Na década de 1960, Ribeiro participou do governo de João Goulart, ficando à frente de dois ministérios (Casa Civil e Educação). Na década de 1980, com a anistia e o fim da ditadura civil-militar brasileira, o sociólogo ingressou na carreira política, tendo atuado em defesa da educação pública e de qualidade, sendo considerado hoje uma referência em políticas públicas educacionais no Brasil.
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